O Metro de Lisboa está parado e as estações encerradas devido à greve dos trabalhadores, que teve início às 23h30 de quarta-feira, garantiu à Lusa uma fonte sindical. A adesão dos trabalhadores até ao início da manhã desta quinta-feira é boa, segundo Anabela Carvalheira, da Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações (Fectrans).
A mesma responsável não tem ainda números concretos sobre a adesão, mas adiantou que “até às 7h eram bons”. “É um facto que nas áreas operacionais, nomeadamente na tracção, nas estações e na parte oficinal, ainda não entrou nenhum trabalhador”, adiantou a sindicalista.
A Fectrans convocou uma greve de 24 horas alegando que a “administração do Metropolitano de Lisboa não dá qualquer resposta concreta às questões apresentadas pelas organizações de trabalhadores”. Os trabalhadores estão contra o que classificam ser o desmantelamento da empresa (na fusão com a Carris, a transportadora rodoviária que serve a capital) e contestam ainda a redução ou corte de subsídios.
A empresa admite que os serviços do metro vão estar parados nesta quinta-feira e adiantou que a situação só deve ficar normalizada a partir das 6h30 de sexta-feira.
Uma vez que não foram fixados serviços mínimos para a greve, o metropolitano fez saber que a Carris vai reforçar algumas das carreiras coincidentes com os eixos servidos pelo metropolitano, designadamente a carreira 736, entre o Cais do Sodré e o Campo Grande.
O arranque da paralisação ficou marcado pela presença dos líderes da CGTP e UGT numa das entradas do metro junto à estação do Marquês de Pombal, onde manifestaram o apoio aos trabalhadores da transportadora pública e defenderam a importância da unidade na acção.
“Aqui hoje estão unidos os trabalhadores de diversas sensibilidades sindicais, os sindicatos quer da CGTP, quer da UGT, quer de sindicatos independentes”, sublinhou Arménio Carlos, citado pela TSF. Em convergência, defendeu o líder da Intersindical, os trabalhadores “conseguem demonstrar” que é possível “parar o metro”, fazer paralisações e “obrigar a empresa a fazer alguns recuos”.
Tanto Arménio Carlos como Carlos Silva, secretário-geral da UGT, dirigiram breves palavras aos cerca de 50 trabalhadores que se encontravam no local. Carlos Silva salientou que “a UGT apoia todos os trabalhadores quando as suas reivindicações são legítimas” e destacou a importância desta “jornada de luta conjunta”.
No local da concentração do piquete de greve esteve também António Garcia Pereira, líder do partido PCTP-MRPP, presente para apoiar a iniciativa dos trabalhadores do metro.
Esta é a quarta greve que os trabalhadores do metropolitano em 2013, depois de três paralisações parciais, a que se somam, no ano passado, mais oito greves, cinco das quais parciais.

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