Os bombeiros procederam esta noite ao rescaldo de um incêndio que deflagrou sexta-feira à tarde num depósito de pneus ao ar livre na Lousã, tarefa que pode demorar vários dias, disseram os bombeiros locais.
O incêndio que deflagrou ontem cerca das 16h na Lousã consumiu várias toneladas de borracha para reciclagem, que se encontram num depósito ao ar livre. O depósito, instalado numa antiga fábrica de reciclagem de pneus, fica situado numa das extremidades da vila da Lousã, num dos acessos de quem se dirige para Coimbra, não havendo casas em perigo.
O comandante dos Bombeiros Municipais da Lousã, João Pedro Melo, disse à agência Lusa, cerca das 21h, que os 23 elementos que permaneciam no local, apoiados por quatro viaturas de combate e três autotanques, estavam a “remover os detritos”, numa operação que pode demorar vários dias até extinguir totalmente a combustão.
João Pedro Melo informou ainda que seis bombeiros que participaram no combate às chamas sofreram intoxicações, pelo fumo, tendo recebido tratamento no local, através da utilização de máscaras de oxigénio.
O proprietário do depósito, Filipe Santos, disse que o depósito “se destina à reciclagem de borracha” proveniente de pneus e de outros artefactos e considerou que o incêndio teve “mão criminosa”.
De acordo com o empresário, que também não soube quantificar a quantidade de borracha ali acumulada, aquela matéria “para entrar em auto ignição precisa de uma temperatura superior a 400 graus [centígrados] ” pelo que considera que “só pode ter sido fogo posto”.
O incêndio chegou a ser combatido por mais de meia centena de bombeiros, de várias corporações, com o apoio de duas dezenas de viaturas e três máquinas retroescavadoras e uma de rasto da Câmara Municipal da Lousã.

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