As entradas no Fluviário de Mora vão ter uma ligeira descida este ano, apesar da crise, com o tarifário a baixar 10 cêntimos para crianças, adultos e seniores que pretendam visitar o equipamento alentejano.
Com esta nova tabela reduzida, em comparação com a do ano passado, as crianças passam a pagar 4,90 euros (antes eram cinco euros), os adultos 7,20 (antes 7,30) e os seniores 5,20 (antes 5,30).
O Fluviário de Mora, propriedade do município, justificou esta sexta-feira a redução de preços com “o difícil ano que se vislumbra”, o qual vai implicar “dificuldades económicas acrescidas para todas as famílias”. Esta descida do tarifário vai poder ser acumulada com o desconto já existente para famílias, grupos e parceiros.
Os preços de bilheteira no Fluviário de Mora mantinham-se inalterados há três anos consecutivos, não obstante “os sucessivos e expressivos aumentos” do IVA que se verificaram, nesse período.
“Apesar de constituir um esforço financeiro bastante significativo para o Fluviário, esta decisão não compromete a sustentabilidade económica deste projecto de natureza pública”, assegurou a administração. O Fluviário, que é uma empresa municipal, sublinhou a administração, “continua a apresentar uma situação financeira invejável, se comparada com instituições similares”.
Ao longo dos seus quase seis anos de existência, o equipamento gerou resultados líquidos na ordem do milhão de euros, que têm sido reinvestidos no projecto, o qual tem nas vertentes científica, educativa e de lazer os seus principais trunfos.
Uma das últimas apostas do Fluviário de Mora foi a introdução, em Novembro, de guias áudio, em português e castelhano, que permitem ao visitante usufruir de um percurso guiado individual e personalizado pelo espaço.
Mais de 500 peixes, de 55 espécies diferentes, algumas delas em risco de extinção, “habitam” o Fluviário, que recria um percurso entre a nascente e a foz de um rio.
Desde que abriu portas, em Março de 2007, este equipamento já contabilizou quase 700 mil visitantes e foi distinguido com galardões nacionais e internacionais, sendo mesmo eleito, logo no primeiro ano de actividade, como o Melhor Museu Português, pela Associação Portuguesa de Museologia.
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