Quarenta e nove milhões de passageiros passaram pelas estações do metro do Terreiro do Paço e de Santa Apolónia desde que foram inauguradas, há cinco anos, segundo o Metropolitano de Lisboa.
“Desde a abertura, a 19 de Dezembro de 2007, e até 31 de Dezembro de 2012, as estações de Terreiro do Paço e Santa Apolónia já receberam cerca de 49 milhões de passageiros”, indicou a empresa numa resposta enviada à Lusa.
As estações do metropolitano do Terreiro do Paço e de Santa Apolónia foram inauguradas pelo então primeiro-ministro, José Sócrates, e custaram 299 milhões de euros.
Inicialmente a obra estava estimada em 167 milhões, mas um aluimento de terras obrigou a reformular o projecto e provocou uma derrapagem de 135 milhões de euros.
Questionado pela Lusa se o volume de passageiros já foi suficiente para ‘pagar’ a derrapagem, o Metropolitano de Lisboa disse que “não é possível aferir o retorno do investimento em infraestruturas de longa duração, como é o caso de infraestruturas de transportes, apenas do ponto vista financeiro”.
“Para aferir a viabilidade do investimento é necessário, do ponto de vista económico, considerar o custo caso não existisse esta infraestrutura e somar às tarifas de transporte os benefícios económicos, sociais e ambientais induzidos pelo investimento, entre os quais a promoção de emprego, a redução dos congestionamentos e inerentes ganhos ligados ao tempo, à energia e à poluição, a redução do número de acidentes, a valorização imobiliária na zona e o incremento da actividade económica”, apontou a empresa.
O Metropolitano de Lisboa recordou ainda que estas estações permitiram a criação de dois interfaces com duas importantes áreas da região de Lisboa: a ligação à Margem Sul através do transporte fluvial e a ligação aos concelhos a nordeste, através da estação ferroviária de Santa Apolónia. “Permitiu, também, a ligação à rede ferroviária transeuropeia”, acrescentou.
Segundo a empresa, a criação desses dois interfaces “permitiu ganhos de comodidade para os passageiros, expressos numa poupança de 2,7 milhões de horas em deslocações, bem como uma redução de 3324 toneladas de emissões de CO2 [dióxido de carbono] e 4.425.000 Kwh [quilowatt-hora] de redução de consumo de energia”.
O Metropolitano de Lisboa lembrou ainda que a obra foi cofinanciada pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional em 107,4 milhões de euros.
O aluimento de terras ocorreu em Junho de 2000 na ligação entre o Poço da Marinha e o Terreiro do Paço. Na altura o túnel foi inundado, para se manter estabilizado, e só em Janeiro de 2003 foi totalmente esvaziado.
Para resolver o problema, os técnicos optaram por reforçar o túnel construindo outro no seu interior.

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