Dois mortos, duas famílias desalojadas e seis bombeiros feridos em incêndio em Almada

Chamas deflagraram numa subcave de um prédio do Laranjeiro, o que dificultou o acesso dos bombeiros.

O incêndio deflagrou numa subcave, o que dificultou o acesso Ana Banha/arquivo

Duas famílias vão precisar de realojamento devido ao incêndio que causou duas vítimas mortais e feriu seis bombeiros numa subcave no Laranjeiro, avançou nesta segunda-feira o coordenador da Protecção Civil de Almada, António Godinho.

As chamas, cujo alerta foi dado às 22h08, deflagraram na subcave de um prédio de quatro pisos, na Rua Padre Américo, no Laranjeiro. O incêndio foi dado como extinto cerca da 01h10, disse a mesma fonte à Lusa.

Segundo o comandante dos bombeiros de Cacilhas, Miguel Silva, e o coordenador da Protecção Civil de Almada, o prédio, cuja subcave três ardeu na totalidade, não apresenta, à partida, danos estruturais, mas não está habitável devido ao corte de electricidade e gás, tendo os contadores ficado destruídos devido às elevadas temperaturas atingidas.

“Houve duas famílias a precisar de realojamento: um casal e, noutro caso, um agregado familiar de quatro pessoas”, disse António Godinho. O mesmo responsável indicou que técnicas da assistência social estavam no local, por volta das 03h00, para “providenciar um espaço temporário para as famílias durante os próximos dias”.

Segundo António Godinho, “houve casos que os bombeiros tiveram de arrombar as portas das casas porque não estava ninguém” no interior das habitações. “A subcave ficou completamente destruída, mas os andares de cima não sofreram danos”, afirmou o comandante dos bombeiros de Cacilhas, Miguel Silva, indicando que “o facto de ser numa subcave causou muitas dificuldades de acesso”.

Miguel Silva deu conta do estado de saúde dos seis bombeiros feridos no combate às chamas, indicando que quatro dos operacionais sofreram ferimentos ligeiros. Um dos dois bombeiros que inspiram mais cuidados sofreu uma queda e foi submetido a uma TAC no Hospital Garcia de Orta, em Almada, e o outro elemento foi transportado para o Hospital de Santa Maria em Lisboa, com queimaduras de segundo grau nas mãos.

O coordenador da Protecção Civil de Almada confirmou as duas vítimas mortais, que conforme tinha adiantado antes à Lusa o oficial de serviço na direcção nacional da Polícia de Segurança Pública (PSP), são um homem de 70 anos e uma mulher de 50 anos. O incêndio causou mais duas vítimas, por inalação de fumos, uma assistida no local e outra conduzida para a mesma unidade hospitalar.

A Polícia Judiciária deslocou-se ao local para recolher indícios para apurar as causas do incêndio e agentes da PSP vão permanecer no local a fazer vigilância às casas que ficaram abertas, acrescentou a fonte da Protecção Civil. No combate ao incêndio estiveram envolvidos 45 bombeiros, apoiados por 13 viaturas.
 

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