Circular de Guimarães reabre esta quinta-feira

Via estava fechada desde 2 de Abril, após um aluimento de terras de uma encosta que afectou várias casas.

Foram retirados da estrada cerca de dez mil metros cúbicos de terra e pedras, em 15 dias Nelson Garrido

A circular urbana de Guimarães, encerrada há duas semanas na sequência de um deslizamento de terras, vai reabrir ao trânsito esta quinta-feira. A circulação vai continuar a ser feita de forma condicionada, atendendo a que os trabalhos no local ainda vão continuar, mas a Estradas de Portugal garante que será possível circular nos dois sentidos.

“Até final da tarde de amanhã, dia 18 de Abril, será restabelecido o trânsito na Variante à EN101”, avança a Estradas de Portugal. No entanto, a circulação no local da variante que liga Guimarães a Fafe vai fazer-se de forma condicionada, através do estreitamento das duas vias.

A Estradas de Portugal cumpre assim o prazo estabelecido pelo seu presidente, António Ramalho, quando visitou o local, dois dias depois do deslizamento de terras, tendo anunciado que os trabalhos de limpeza durariam duas semanas. “A reabertura ao tráfego desta via resulta do grande esforço e empenho na execução dos trabalhos de limpeza e reparação da estrada”, valoriza aquele organismo público, em comunicado.

Neste momento está já concluída a operação de remoção dos cerca de dez mil metros cúbicos de terras que invadiram a variante e decorrem também os trabalhos de construção do muro de retenção que envolve a aplicação de perto de duas mil toneladas de pedra. A EP vai continuar diariamente no local com duas frentes de obra, esperando, deste modo, “permitir rapidamente o total restabelecimento das normais condições de circulação” numa estrada que é utilizada diariamente por 20 mil veículos.

A derrocada que interrompeu a circulação na variante de Guimarães aconteceu ao final da tarde do dia 2 de Abril, não tendo feito vítimas. No entanto, dois blocos de moradias existentes no talude superior da via foram afectadas pelo sucedido. As casas perderam o aterro que as sustentava e, face ao perigo de derrocada, as seis famílias que ali vivem têm estado impedidas de voltar a entrar nas habitações.

Entretanto, uma equipa de peritos nomeada pela Câmara de Guimarães tem monitorizado as condições de segurança das vivendas. A mesma comissão técnica está também a analisar os motivos que terão estado na origem deste incidente, cujas causas continuam por apurar.
 

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