A Câmara de Loures organiza no sábado a Marcha da Fome, entre Sacavém e Loures, para evocar uma revolta popular que ocorreu há 68 anos no concelho devido ao racionamento alimentar originado pela II Guerra Mundial.
Em 1944, na sequência dos racionamentos alimentares e do envio de géneros alimentícios para a Alemanha comandada por Hitler, realizaram-se em Portugal dois dias de greve e várias lutas populares exigindo melhores condições de vida.
De Sacavém, em Loures, saiu uma marcha encabeçada por mulheres que se dirigiram aos Paços do Concelho para exigir e mais pão ao então presidente, Dário Canas.
Quase 70 anos depois, a Câmara de Loures pretende “reavivar” este episódio e organiza no sábado a Marcha da Fome, entre Sacavém e os Paços do Concelho.
“O objectivo desta marcha é, por um lado, recordar este movimento, tendo em conta que actualmente continuam a existir no nosso país situações de carência, e, por outro, ser um estímulo ao exercício físico”, explicou à Lusa o vice-presidente da Câmara Municipal de Loures, João Pedro Domingues.
O autarca referiu que, perante a actual situação de carência de várias famílias do município, está a ser pedido aos participantes que levem um bem alimentar não perecível ou produtos de higiene pessoal e de limpeza que serão entregues nas Lojas Solidárias do concelho.
“Queremos que esta marcha seja também um espaço solidário e que as pessoas possam contribuir para ajudar os mais necessitados”, apelou o autarca.
A concentração dos participantes da Marcha da Fome está marcada para as 9h junto à Câmara de Loures, seguindo-se a partida para Sacavém, onde terá início o percurso pedestre, que deve terminar às 15h.

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