O candidato do Bloco de Esquerda à Câmara do Porto, José Soeiro, afirmou esta quarta-feira que “permanece a prática de privatização encapotada” na Sociedade de Transportes Coletivos do Porto (STCP) com o consequente “agravamento do serviço público de transportes”.
No final de uma reunião com a Comissão de Trabalhadores da STCP, José Soeiro referiu que faltam “cerca de cem” motoristas para que seja possível prestar um serviço de transportes públicos de qualidade. “As áreas de concessão exclusiva da STCP têm vindo a ser reduzidas e há cada vez mais empresas privadas a entrar e a transportar na área da cidade do Porto com a total inoperância quer da Autoridade Metropolitana dos Transportes, quer o Instituto da Mobilidade e dos Transportes Terrestres (IMTT), quer da PSP, que não pode exercer a fiscalização por não encontrar apoio nas outras duas entidades”, sustentou.
O candidato do BE denunciou também “o desrespeito pelo acordo da empresa” e “a sobrecarga dos trabalhadores em termos de horário de trabalho”.
A candidatura bloquista defendeu o alargamento dos corredores “bus” na cidade. Estes, nos últimos anos, diminuíram a sua extensão em cerca de 10 quilómetros. “Um aumento de apenas um quilómetro na velocidade comercial da frota, de 17 para 18 quilómetros
hora, traduz-se numa poupança de três milhões de euros em combustível por ano”, sublinhou.
O BE propõe ainda uma alteração na estrutura societária da STCP “com a participação do município e da Área Metropolitana do Porto na definição das orientações estratégicas da empresa”, para “acabar com esta situação anómala de uma empresa que exerce actividade na cidade do Porto estar a ser gerida pelo Terreiro do Paço” em Lisboa.

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