Almada entrega petição contra terminal de contentores na Trafaria

Mais de 4000 pessoas assinaram documento que contesta projecto anunciado em Fevereiro pelo Governo. Parlamento terá de discutir posição popular em plenário.

Maria Emília Sousa (CDU) contesta a instalação de um terminal no concelho de Almada Miguel Madeira

Os autarcas do concelho de Almada vão entregar nesta terça-feira uma petição na Assembleia da República contra o terminal de contentores na Trafaria. O documento reúne mais de 4000 assinaturas.

“A petição é consequência directa da decisão tomada em reunião alargada com a população da Trafaria, um dia depois de o Governo ter anunciado publicamente essa intenção, colocando em causa toda a estratégia de desenvolvimento para o concelho de Almada", declara a câmara de Almada, cujo executivo é liderado por Maria Emília Sousa (CDU).

Pelo facto de ter sido subscrita por mais de 4000 pessoas, esta petição terá de ser apreciada em Plenário da Assembleia da República.

A presidente da Câmara, o presidente da Assembleia Municipal e todos os 11 presidentes de Junta de Freguesia do concelho, vão ser recebidos pela vice-presidente da Assembleia da República, a deputada Teresa Caeiro (CDS-PP).

A reestruturação do porto de Lisboa inclui, entre outras medidas, a criação de um terminal de contentores na Trafaria. Um projecto orçado em 600 milhões de euros, que agrada ao autarca de Lisboa, António Costa (PS). Isto porque o novo terminal significará a desactivação das actividades portuárias na zona entre Santa Apolónia e o rio Trancão.

Almada contesta o projecto para a Trafaria, e ameaça recorrer aos tribunais para parar essa intenção. O projecto não é, contudo, novidade. Estava previsto numa das versões da revisão do Plano Regional de Ordenamento do Território da Área Metropolitana de Lisboa. Porém, este documento foi anulado no Verão de 2012, pelo então secretário de Estado do Ambiente Pedro Afonso de Paulo.

“Existe a profunda convicção de que a concretização da construção de um megaterminal de contentores na Trafaria corresponderá a um crime ambiental de lesa pátria, incidindo numa zona de grande riqueza ambiental e paisagística”, refere a petição.

A entrega será feita nas instalações da Assembleia da República, em Lisboa, às 10h.

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