O antigo reitor da Universidade de Coimbra (UC) Fernando Seabra Santos foi apresentado nesta segunda-feira como o principal responsável pela programação e modelo de funcionamento do Centro de Convenções e Espaço Cultural do Convento de São Francisco.
O catedrático da Faculdade de Ciências e Tecnologia da UC foi “desafiado”, no Verão passado, pelo presidente do município, João Paulo Barbosa de Melo, para “colaborar na definição e montagem do modelo e exploração do convento de São Francisco”, revelou nesta segunda-feira o autarca, durante uma conferência de imprensa.
O antigo reitor, que “ficará, depois, ligado ao projecto”, tem estado a colaborar, “como voluntário”, liderando uma equipa que integra técnicos da Câmara de Coimbra, adiantou João Paulo Barbosa de Melo, sublinhando a importância do Centro de Convenções, de Congressos e Espaços Culturais do Convento de São Francisco, cuja construção, a partir da reabilitação e adaptação do monumento, está em curso.
Em Portugal, sustentou o presidente da câmara, “há casos em que os calendários eleitorais forçam os calendários das obras”, tornando-as, frequentemente, “mais caras” e suscitando problemas, cuja resolução “se arrasta por décadas”. As obras “apressadas deixam problemas que não se vêem nas fotografias de inauguração”, salientou João Paulo Barbosa de Melo, assegurando que a Câmara de Coimbra “não irá gastar um cêntimo a mais” para que a obra seja antecipada em relação aos calendários definidos e resultantes das circunstâncias. Escusando-se a adiantar quando será inaugurado e entrará em funcionamento o novo espaço, João Paulo Barbosa de Melo disse não querer “arriscar uma data”, admitindo, no entanto, que “isso deverá acontecer até final do ano”, excluindo, naturalmente, o auditório, com cerca de 400 lugares, a criar na igreja do convento e cuja construção não faz parte do projecto inicial, devendo a respectiva obra ser lançada durante 2013.
O centro de congressos e espaço cultural é “um projecto que concita a cidade [de Coimbra] há cerca de 30 anos”, recordou Fernando Seabra Santos, adiantando que “dificilmente poderia dizer não” ao presidente da câmara para se envolver neste “grande projecto”, que é “um projecto para a cidade”. Sobre a gestão do futuro centro de congressos, Seabra Santos defende que ela deverá ser garantida por uma empresa local a criar e deverá envolver uma associação, de modo a implicar a maior quantidade possível de entidades públicas e privadas e sempre na perspectiva de salvaguardar a sua sustentabilidade.
O convento de São Francisco será “a melhor sala de Coimbra e uma das melhores da região Centro” e terá “uma programação cultural adequada e no limite do razoável”, pois “os tempos não vão para brincadeiras”, afirmou Seabra Santos, defendendo a necessidade de o centro “gerar receitas” e de “não embarcar em aventuras”.
Ocupando uma área total de 16 mil metros quadrados, que incluirá estacionamento automóvel, restaurante e cafetaria, o centro de congressos disporá, além do auditório de 400 lugares, do auditório principal, com 1100 lugares, e um espaço cultural, de acordo com projectos dos arquitectos Carrilho da Graça e Gonçalo Byrne.

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