Futuro centro de congressos do Pavilhão Rosa Mota já tem eventos marcados para 2013

A procura para 2012 "tem sido imensa", mas não existe a garantia de que as obras de remodelação possam estar prontas

O centro de congressos, com capacidade para sete mil pessoas, que a Câmara Municipal do Porto quer construir com base na remodelação das actuais instalações do Pavilhão Rosa Mota já está a receber solicitações para 2013. "Neste momento, estão já a ser marcados congressos para aquele local em 2013", afirmou Manuel Teixeira, chefe de gabinete do presidente da Câmara do Porto, Rui Rio, anteontem à noite, durante uma intervenção na Casa da Música, a propósito da apresentação do livro City Marketing - My Place in XXI, da autoria de António Azevedo, Joaquim Pereira e Duarte Magalhães. O evento previa a presença de Rui Rio, mas foi Manuel Teixeira quem compareceu.

O projecto de remodelação do Pavilhão Rosa Mota sofreu forte contestação popular e, nesse sentido, está a ser revisto pelo arquitecto Carlos Loureiro, que é também o autor da calote esférica construída na década de 1950.

Manuel Teixeira justificou a necessidade de remodelar o Rosa Mota: "O Porto não tem hoje condições para congressos com mais de mil participantes." Mas não avançou uma data para a conclusão das obras, orçadas em 19 milhões de euros, manifestando, antes, algumas reservas a este respeito. "A procura para 2012 tem sido imensa, mas a situação económica do país não garante que as obras estejam prontas", comentou.

Após a remodelação, a Câmara do Porto pretende entregar a gestão daquele equipamento a um consórcio formado pela Associação Empresarial de Portugal, Coliseu do Porto, Parque Expo e Pavilhão Atlântico. Para além de grandes congressos internacionais, com até sete mil participantes, o remodelado Pavilhão Rosa Mota irá também receber conferências, espectáculos musicais e eventos desportivos.

Segundo Manuel Teixeira, o Porto transmite hoje uma imagem de "modernidade e operacionalidade", essencialmente devido ao metro e ao Aeroporto Francisco Sá Carneiro. Elegeu a Universidade do Porto como um grande factor de atracção da cidade, acrescentando que esta instituição já organizou, em 2010, mais eventos do que os dias úteis decorridos desde o primeiro dia do ano.

O chefe de gabinete de Rio citou algumas das "grandes marcas" do Porto, como a Casa da Música, Serralves, o FC Porto e o vinho do Porto, e explicou que a autarquia tem procurado trazer eventos de relevo para a cidade, como a corrida de aviões da Red Bull e provas de campeonatos mundiais de automobilismo. Outro sector eleito por Manuel Teixeira como "importante" é o da moda, tendo formulado votos para que "o Instituto de Moda venha a ficar sedeado no Porto".

Já o administrador da Casa da Música, Nuno Azevedo, lembrou que as cidades que mais brilham no contexto mundial são aquelas que apostam na sua própria singularidade - "procuram construir a sua identidade com que o de mais genuíno têm" -, que se abrem ao exterior, "ao mundo, à região e ao país" e que apostam na sustentabilidade, numa lógica de "reflexo no futuro" e "preservação".

Comentários

Os comentários a este artigo estão fechados. Saiba porquê.

Nos Blogues