A Câmara do Porto garante que, no que lhe diz "exclusivamente" respeito, está em condições de apresentar uma candidatura a fundos comunitários para o projecto de reabilitação do Mercado do Bolhão no "prazo máximo de 60 dias".
Ainda assim, fonte do gabinete de imprensa do município diz, por escrito, que será "de todo improvável" que uma eventual candidatura bem sucedida permita o arranque da obra ainda neste último mandato de Rui Rio.
Esta sexta-feira, a Assembleia da República aprovou, por unanimidade, um projecto de resolução do PCP, recomendando que o Governo assuma como "prioridade que a execução do projecto de requalificação e modernização do Mercado do Bolhão, elaborado pelo Igespar a solicitação da Câmara do Porto, seja considerado elegível para financiamento comunitário". O documento sugere ainda que o Governo tome "as medidas adequadas para que seja garantida uma taxa máxima de cofinanciamento". Resta saber se este facto será suficiente para que Rio desista de fazer as obras de "lavagem de cara" do mercado, que só avançam, caso não estejam garantidos, a médio prazo, fundos comunitários "de valor substancial".

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