Faltava lanço de escadas rolantes na nova estação de metro do Aeroporto

Inauguração de três novas estações da linha vermelha marcada para o mês que vem, ainda sem dia certo. Projecto teve de ser alterado para incluir novo troço de acesso mecânico, explica vereador Nunes da Silva

O metro de Lisboa chega no mês que vem ao aeroporto. Os 3,3 quilómetros de linha entre a estação do Oriente e a Portela demoraram cinco anos e meio a construir - o que equivale a um avanço de 2,41 metros por cada dia útil.

Segundo o vereador da Mobilidade da Câmara de Lisboa, Fernando Nunes da Silva, parte do atraso no processo relaciona-se com o facto de o projecto não incluir escadas rolantes no último lanço de ligação à gare aeroportuária, mas apenas um elevador e escadas. "A informação foi-me fornecida pelo metropolitano", conta o especialista em transportes. "A actual administração da empresa [em funções desde meados de 2010] é que impôs a construção de escadas rolantes" no piso superior da estação, o que obrigou à reformulação do projecto e à alteração da obra já feita, explica o autarca. O projecto inicial era semelhante ao da Baixa-Chiado: vários lances de escadas rolantes rematados por um lance de degraus fixos.

À espera de certificação

Um dossier de imprensa distribuído durante uma visita às obras, em Novembro de 2010, no qual se previa a inauguração para o último trimestre do ano passado, descrevia as novas estações de Moscavide, Encarnação e Aeroporto da seguinte forma: "Têm a particularidade de apresentarem quatro pisos, devido à sua profundidade: cais, átrio inferior, átrio intermédio e átrio superior. De forma a minimizar os percursos entre os diferentes pisos das estações e garantir a acessibilidade a pessoas com mobilidade reduzida as estações serão dotadas de meios mecânicos, nomeadamente elevadores que fazem a ligação da superfície ao átrio superior e de elevadores que ligam os átrios ao cais, bem como de escadas mecânicas entre os átrios superior e inferior." No Aeroporto, a ligação do átrio superior à superfície seria efectuada mediante "duas bocas de acesso com escadas fixas e um elevador, acedendo ao nível exterior das Chegadas". As tentativas para obter esclarecimentos sobre estas questões junto do metropolitano não tiveram ontem sucesso.

Já a 24 de Maio, por ocasião da apresentação dos resultados anuais, o presidente da empresa, Cardoso dos Reis, não se comprometera com uma data para a abertura da exploração desta extensão da linha vermelha, apenas concedendo que os técnicos iniciariam, assim que possível, os necessários testes de circulação e segurança, mas também à sinalização da linha. "As escadas rolantes aguardam agora certificação do Instituto da Mobilidade e dos Transportes Terrestres", refere Nunes da Silva. A partir do mês que vem, o trajecto entre a estação do Oriente e o aeroporto poderá ser feito entre cinco e oito minutos. Já a duração do percurso entre o Saldanha e o aeroporto está estimada em 16 minutos. Os 3,3 quilómetros custaram 218 milhões, o que representa um custo de 66 milhões por quilómetro construído.

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