Câmara quer voltar a alterar trânsito na Baixa mas não cede no fecho do Terreiro do Paço

"Pôr a funcionar o eixo até à Almirante Reis" é uma prioridade e o túnel até à Mouzinho de Albuquerque, diz Nunes da Silva, avançará "quando houver dinheiro"

O vereador da Mobilidade da Câmara de Lisboa deverá apresentar até ao fim do mês uma proposta de alteração do trânsito na Baixa e na frente ribeirinha que, segundo diz, garantirá uma maior fluidez na circulação automóvel sem que seja necessário reabrir a lateral nascente do Terreiro do Paço, como pretendia o PSD.

Nunes da Silva explicou ao PÚBLICO que a proposta, que o vereador prevê que possa ser discutida já na reunião camarária de 26 de Maio, passa essencialmente pela "clarificação das diferentes ligações, especializando cada uma delas". Na prática, explicitou, "o grande anel de distribuição do tráfego" será formado pelas ruas do Comércio e de São Julião e a Rua da Conceição passará a estar afecta à "ligação entre colinas".

Dessa forma, acrescentou Nunes da Silva, evitam-se "as sucessivas viragens à esquerda nas ruas da Prata e dos Fanqueiros", o que, só por si, será suficiente para que haja "uma maior fluidez do tráfego". Também no Cais do Sodré haverá "uma reformulação muito grande do sistema de circulação", contornando-se o problema hoje existente de uma "má ligação à Rua do Alecrim".

Quanto à Rua do Arsenal e à Rua de Bernardino Costa, cujos moradores e comerciantes muito se têm queixado do ruído e da poluição atmosférica ali sentidos, o vereador da Mobilidade admite a existência de problemas por esta artéria ser hoje usada "como alternativa à Avenida da Ribeira das Naus". Mas, no futuro, diz, o seu troço final passará a ser uma via com passeios largos e um sentido único, o poente-nascente.

O vereador não se compromete com um prazo para essa alteração, já que ela está dependente de obras a realizar pela sociedade Frente Tejo, dizendo apenas que haverá ainda "um ano de trabalho de certeza". Mais incerta ainda é a construção de um túnel para fazer a ligação "entre a Almirante Reis e a Mouzinho de Albuquerque" perto do Alto de São João, obra que só avançará "quando houver dinheiro".

Até isso acontecer, uma das prioridades camarárias para melhorar a circulação automóvel na Baixa e na frente ribeirinha será, segundo Nunes da Silva, "pôr a funcionar o eixo até à Almirante Reis" através do controlo do estacionamento ilegal, resolução dos problemas de acesso às escolas e programação dos semáforos.

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