Assembleia Municipal quer estátua do "Senhor do Adeus" no Saldanha

Moção apresentada pelo PSD e aprovada por maioria defende este acto de homenagem a João Serra

A Assembleia Municipal de Lisboa recomendou ontem à autarquia a instalação de uma estátua no Saldanha em homenagem a João Manuel Serra, conhecido como "Senhor do Adeus", que morreu no mês passado.

A moção, apresentada pelo PSD, mereceu os votos favoráveis do PCP, BE, PEV, PPM, MPT e de um deputado independente do movimento Cidadãos por Lisboa (CPL). O PS, o CDS e cinco independentes do CPL optaram pela abstenção.

O documento sublinha que a morte de João Manuel Serra gerou uma grande comoção na capital e sugere uma figura de corpo inteiro na posição em que o "Senhor do Adeus" acenava a quem passava.

Durante a sessão foram também aprovadas uma moção de homenagem a Francisco Sá Carneiro e a Adelino Amaro da Costa, apresentada em conjunto pelo PSD, CDS, MPT e PPM, e outra para "manifestar solidariedade com a luta dos trabalhadores" do estabelecimento histórico A Brasileira, no Chiado, "pela defesa dos seus direitos e das suas condições de trabalho".

O documento, aprovado sem votos contra e alvo das abstenções do PS, PSD, PPM, MPT e CDS, exige que a câmara tome uma posição sobre o facto de os trabalhadores de A Brasileira viverem uma "situação extremamente grave em termos laborais", com "repressão, chantagem, ameaças, despedimentos, discriminações e o não cumprimento dos direitos contratuais".

Na reunião foi ainda discutida a requalificação do Parque Florestal de Monsanto, com base na moção apresentada pelo Partido Os Verdes para que a câmara inicie "imediatamente" as diligências necessárias para dali retirar o Campo de Tiro. O documento, que passou com os votos contra do PSD, do PPM e do CDS e a abstenção do MPT, sugere que a autarquia inicie "com carácter de urgência os procedimentos necessários para encontrar uma solução alternativa", salvaguardando a situação dos trabalhadores.

A reunião ficou também marcada pelo protesto de dezenas de trabalhadores da Câmara de Lisboa contra a proposta de reestruturação dos serviços de saneamento, recolha de resíduos urbanos, gestão de museus e galerias municipais e gestão de refeitórios e creches. Os trabalhadores contestam a "externalização" que dizem haver com a transferência de competências. Os presidentes do Sindicato dos Trabalhadores do Município de Lisboa, Delfino Serras, e do Sindicato dos Trabalhadores da Administração Local, Francisco Braz, reiteraram as preocupações já manifestadas numa concentração em Novembro, no dia em que a proposta foi aprovada na câmara. PÚBLICO/Lusa.

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