• Pela primeira vez, o genoma do pombo foi totalmente sequenciado e a sua comparação genética com dezenas de outras raças de pombos domésticos revelou que o facto de estas aves terem ou não uma crista depende de mutações num único gene. Uma das quatro raças portuguesas foi utilizada no estudo.

  • Detectar as diferenças genéticas entre duas células individuais tem aplicações que vão do estudo do cancro às ciências forenses, passando pela evolução.

  • Uma década após a leitura integral das “letras” que compõem o ADN humano, esta quarta-feira foram apresentados os primeiros resultados globais do projecto que se seguiu, o ENCODE, com o objectivo de perceber como é que o genoma humano faz, concretamente, para gerar a nossa complexidade biológica (e, quando algo corre mal, causar doenças).

  • A ponta de um dedo veio evidenciar ainda mais que, se há coisa que não é simples, é a história da evolução humana. Descoberto em 2008 na gruta Denisova, nos montes Altai, Sibéria, o pequeno osso da falange era afinal de um grupo de humanos desconhecido - os denisovanos, que viveram até há 30 mil anos. E se as surpresas não chegassem, também eles, tal como os neandertais, se reproduziram com a nossa espécie. Uma equipa publica nesta sexta-feira, na revista Science, a análise do genoma completo dos denisovanos, a partir do fragmento de dedo: dentro de nós há um pouco de neandertal e de denisovano, é verdade, mas a genética revelou agora uma nova teia de migrações e relações complexas entre nós e estes dois humanos já extintos.

  • Um estudo na Islândia mostra que, a cada ano que passa, os espermatozóides do pai têm, em média, mais duas mutações novas no seu genoma que transmitem aos filhos. O trabalho é publicado na revista Nature.

  • O genoma de uma das espécies de tentilhões de Charles Darwin foi sequenciado, agora só falta fazer o mesmo a mais alguns milhares de espécies para que o BGI - Genoma 10K atinja o seu objectivo. O projecto, com direcção norte-americana, pretende sequenciar o ADN de 10.000 espécies de vertebrados nos próximos anos. Um dos primeiros genomas lidos neste programa, que reúne a colaboração de vários cientistas, foi o do Geospiza fortis, que Charles Darwin viu nas ilhas Galápagos, na viagem histórica do navio Beagle.

  • Sabia que as bananas mais comuns nas prateleiras dos nossos supermercados - as bananas Cavendish - são totalmente estéreis? E que esse é também o caso da maioria das variedades de bananas comestíveis existentes no mundo? No caso da Cavendish, que foi introduzida no Ocidente nos anos 1950, isso significa que andamos desde então a comer a "mesma" banana: todas as Cavendish descendem, por clonagem, de uma única planta-mãe, surgida na China, quiçá há milhares de anos.

  • Se pensa que é dono do seu corpo, desengane-se. O corpo humano é feito de milhões de milhões de células, mas o número de microrganismos a viver nele, principalmente bactérias - o "microbiota" humano, a "flora", por oposição à "fauna" das nossas próprias células - é dez vezes maior e estima-se que contenha milhares de espécies diferentes.

  • Uma equipa internacional de cientistas apresenta esta quinta-feira, na revista Nature, a totalidade do genoma dos bonobos, os nossos parentes mais próximos juntamente com os chimpanzés.