Pinto do Amaral quer alargar Plano Nacional de Leitura a alunos mais velhos

O Plano Nacional de Leitura (PNL) vai apostar nos próximos anos na consolidação dos resultados conseguidos, alargar a intervenção a níveis de escolaridade mais elevados e privilegiar a aprendizagem do ato de ler.

Em declarações à agência Lusa, o comissário do PNL, Fernando Pinto do Amaral, referiu que o esperado corte nas verbas do Orçamento de Estado para 2012, não afastará o projecto dos seus objectivos, embora agora, eventualmente, com um propósito mais centrado "na qualidade e menos, talvez, na quantidade".

Na sua perspectiva, este projecto vai prosseguir nos próximos anos "com o propósito que sempre teve, que é o de promover a leitura" essencialmente entre os jovens do sistema de ensino.

Sem descurar a consolidação dos resultados conseguidos, Fernando Pinto do Amaral adiantou que a partir de agora irão assumir maior destaque questões relacionadas com a aprendizagem da leitura, através da realização de estudos, e da formação de professores.

Serão também alargadas algumas acções para níveis de ensino mais avançados, como o terceiro ciclo e o ensino secundário, acrescentou.

"Vamos tentar fazer, tão bem como temos feito, embora com menos recursos", sublinhou o comissário do PNL, frisando que para isso muito poderá contribuir o "grande voluntarismo" que se verifica na promoção da leitura.

Nessa "conjugação de muitas boas vontades", porque "as pessoas gostam daquilo que estão a fazer", no entendimento de Fernando Pinto do Amaral, poderá passar muito do sucesso das iniciativas de promoção da leitura numa conjuntura de restrição orçamental que o país vive.

Para o comissário do PNL, é importante, por exemplo, "perceber porque é que determinados jovens numa certa fase da sua vida deixam de ler, e como se pode reactivar a leitura em certas idades".

Disse ainda que nos últimos cinco anos o Ministério da Educação "fez um grande esforço no sentido de equipar as escolas", e que "agora importa ir mais à parte humana", com acções de formação para os professores, trabalho mais estreito com as autarquias, e uma maior intervenção das bibliotecas municipais.

"Abrir isto [Plano Nacional da Leitura] também à área da cultura", e não o deixar tão cingido ao domínio da Educação, aproveitando a sensibilidade de escritor de Francisco José Viegas, actual secretário de Estado da Cultura, é outro dos propósitos, acentuou.

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