Exames Nacionais

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Pais convidam Crato a corrigir a “trapalhada” criada com a alteração às regras dos exames

Alterações nas regras dos exames surpreenderam professores, alunos e pais Foto: PÚBLICO

O presidente da Confederação Nacional das Associações de Pais (Confap), Albino Almeida, apelou esta segunda-feira ao ministro da Educação para “que venha a público corrigir desde já a trapalhada criada com a informação” de que os exames do 12º ano vão incidir sobre os programas dos três anos das disciplinas trienais, ao contrário do que é regra desde 2007.

Albino Almeida, que vai pedir a intervenção do provedor de Justiça, revelou que há pais que, “a título individual, estão a ponderar avançar com providências cautelares” para impedir a aplicação das regras agora conhecidas. “Uma intervenção rápida do ministro da Educação poderia evitar que este processo se arrastasse, gerando ainda mais instabilidade nas escolas”, disse.

A alteração às normas dos exames do 12.º ano, que vigoravam desde 2007, consta de uma portaria publicada em Agosto, mas não foi anunciada, pelo que passou praticamente despercebida até à semana passada, altura em que foi publicada na página electrónica do Gabinete de Avaliação Educacional (Gave), o organismo responsável pela elaboração dos exames. Só agora pais, alunos e professores começam a reagir à notícia das mudanças em relação aos exames às disciplinas trienais (entre as quais se incluem Português e Matemática).

“Na prática, o que se passa é muito simples: alunos que frequentaram um, dois ou mesmo três anos de secundário com a expectativa de que o exame final recairia sobre a matéria de um ano, descobrem agora que afinal terão de estudar a matéria de três”, resume Albino Almeida. Segundo diz, a maioria dos alunos já não terá, sequer, os manuais dos anos anteriores, que entregou nas escolas, para reutilização pelos colegas.

O dirigente da Confap frisa que não contesta a medida, em si, mas “a trapalhada do processo”. Diz mesmo que “acharia muito natural que este ano, em que chegam ao secundário os primeiros alunos abrangidos pela escolaridade obrigatória, estes fossem informados de que no fim do ciclo os exames versariam sobre a matéria de três anos”.

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