Primeira fase custa três milhões de euros

Beja: construção da ESTIG avança para satisfazer reivindicação com 12 anos

Este velho edifício da CP foi remodelado há cerca de dez anos para albergar provisoriamente a ESTIG DR (arquivo)

A construção da nova Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Beja (ESTIG), em instalações provisórias há 12 anos, arrancou esta semana para satisfazer uma reivindicação antiga, disse hoje à Lusa o presidente do Instituto Politécnico local.

De acordo com José Luís Ramalho, as obras da primeira fase de construção da ESTIG, orçadas em quase três milhões de euros, arrancaram com as terraplenagens, após concluída a instalação dos estaleiros.

“Se não se verificarem atrasos”, a empreitada, prevista para durar dez meses, ficará concluída “em Outubro” e “a nova ESTIG deverá começar a funcionar no final deste ano ou no início de 2009”, previu o responsável.

“É a concretização de um sonho da comunidade escolar e civil de Beja”, regozijou-se José Luís Ramalho, salientando que “as novas instalações são imprescindíveis para garantir a qualidade do ensino e do trabalho de investigação desenvolvido na ESTIG”.

Terreno cedido pela câmara

“Finalmente, vamos ter condições dignas para estudar”, disse hoje à Lusa o presidente da associação de estudantes da ESTIG, Carlos Mendes, referindo que “os alunos, que tanto lutaram e esperaram pelo início das obras, estão muito satisfeitos”.

A primeira fase de construção da ESTIG, explicou José Luís Ramalho, vai ser financiada por recursos próprios do Instituto Politécnico de Beja (1,6 milhões de euros), verbas contempladas nos programas de investimentos do Estado de 2006 e 2007 (400 mil euros), sendo o restante proveniente do Programa Operacional Sociedade da Informação (POSI).

De acordo com o responsável, o IPB já está a preparar a candidatura da segunda fase de construção da nova ESTIG para financiamento através de programas comunitários, no âmbito do Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN).

As novas instalações da ESTIG, há muito reivindicadas por alunos, professores e funcionários, vão “nascer” ao lado da Escola Superior Agrária de Beja, num terreno cedido pelo município local.

Única escola fora do “campus”

A ESTIG é a única das quatro escolas do Instituto Politécnico de Beja (IPB) situada fora do “campus” e que não dispõe de instalações próprias, funcionando há 12 anos em antigas oficinas alugadas à REFER, mesmo ao lado da linha ferroviária da estação de comboios da cidade. Uma situação que motivou, por diversas vezes, os protestos dos alunos, professores e funcionários.

Nas acções de contestação, as queixas incidiram na falta de condições do edifício, situado a mais de dois quilómetros do “campus” do IPB, onde funcionam o refeitório, a biblioteca, os serviços comuns e as restantes três escolas superiores.

A ESTIG tem licenciaturas em Engenharia Civil, Engenharia Topográfica, Informática de Gestão, Engenharia Informática, Turismo, Gestão de Empresas e Protecção Civil, além de pós-graduações, cursos de curta duração e de especialização tecnológica.

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