Vítimas do tufão Bopha lutam agora por comida

Depois do vento, da chuva, das inundações e das mortes, os filipinos enfrentam agora a fome.

Depois do vento e da chuva, das torrentes e dos deslizamentos, das mortes e dos desaparecidos deixados pelo tufão Bopha, os filipinos enfrentam agora a fome.

Enquanto o tufão se dissipa sobre as águas, trazendo ainda alguma chuva ao Norte das Filipinas, nas estradas do Sul famílias tentam conseguir algum tipo de auxílio dos carros que por ali passam.

O Bopha atingiu sobretudo a ilha de Mindanau na terça-feira, causando grande destruição. Até este domingo, as autoridades tinham já contabilizado 548 mortos e 827 desaparecidos.

Na cidades de New Bataan, uma das mais afectadas, a luta agora é por comida. Adultos e crianças pedem donativos à beira da estrada, empunhando cartazes. “Deram-nos algumas rações, mas não é suficiente”, queixa-se Madeline Blanco, de 36 anos, citada pela Agência France Presse (AFP). “Tudo o que podemos fazer é esperar por donativos. Alguns carros passam por aqui e às vezes os condutores dão-nos alguma coisa”, completa.

“Estou aqui há muito tempo. Tenho fome e os meus filhos precisam de comida”, lamenta outra vítima do tufão.

O responsável regional pela protecção civil, Antonio Cloma, disse à AFP que organizações governamentais e não-governamentais já estão no terreno, para prestar auxílio às vítimas. “O Governo está a fazer o seu melhor”, afirmou.

David Carden, responsável local pela agência de coordenação de auxílio humanitário da ONU, confirma que há necessidades agudas de alimentos, mas há grande problemas logísticos a superar. “Há pontes que foram destruídas, há estradas bloqueadas por árvores”, refere.

Mais a norte, o tufão perdeu força, transformando-se numa tempestade tropical e trazendo apenas chuvas fortes, mas sem notícia de grandes problemas. Segundo a agência meteorológica governamental, a tempestade vai-se dissipar até amanhã.

 
 
 

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