As catástrofes naturais registadas a nível mundial em 2012 provocaram danos económicos no valor de 186 mil milhões de dólares (mais de 144 mil milhões de euros) e a morte de perto de 14 mil pessoas, segundo o mais recente relatório da resseguradora Swiss Re revelado esta quarta-feira.
O documento revela ainda que o valor total pago em seguros chegou aos 77 mil milhões de dólares (perto de 60 mil milhões de euros), tornando 2012 o terceiro ano mais dispendioso de sempre para as seguradoras.
Os valores agora avançados contrastam com os registados em 2011, ano em que ultrapassaram os 350 mil milhões de dólares (277 mil milhões de euros), muito devido ao sismo de magnitude 9,0 na escala de Richter que atingiu o Japão, em Março, ao tremor de terra registado na Nova Zelândia e às cheias na Tailândia. Há dois anos, estas catástrofes representaram uma factura de 126 mil milhões de dólares (98 mil milhões) para as seguradoras.
A Swiss Re indica que em 2012 foi nos Estados Unidos que se registaram nove das dez catástrofes mais dispendiosas para a humanidade. No total, entre os prejuízos provocados pelo furacão Sandy, em Outubro e Novembro, pela seca no "cinturão do milho" (Julho a Setembro) ou ainda pelos tornados e tempestades que assolaram algumas zonas do país entre Abril e Junho, as seguradoras pagaram 65 mil milhões de dólares em perdas (50 mil milhões de euros) dos 119 mil milhões (92 mil milhões de euros) que de facto resultaram de catástrofes naturais.
No ano passado, o furacão Sandy liderou a tabela da Swiss Re, com 35 mil milhões de dólares em prejuízos (27 mil milhões de euros) pagos por seguradoras dos 70 mil milhões (54 mil milhões) que provocou, tornando-se o segundo furacão mais devastador em termos económicos desde o Katrina, em 2005.
Itália é, depois dos Estados Unidos, o único país a constar da lista das dez catástrofes mais onerosas elaborada pela Swiss Re. O norte do país enfrentou vários sismos durante 2012, que se traduziram em perdas seguradas de 1600 milhões de dólares (1240 milhões de euros).
Quanto à diferença entre os prejuízos provocados por catástrofes e o valor pago pelas seguradoras, o economista chefe da Swiss Re, Kurt Karl, explica que “grandes zonas do planeta que estão sujeitas a condições meteorológicas extremas não conseguem ainda ter acesso a apoio financeiro devido à baixa cobertura de seguros”.

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