Zona euro com excedente de 10,2 mil milhões no comércio externo em Outubro

Para o conjunto da UE, regista-se um défice de 9,4 mil milhões, menos que os 11,3 mil milhões de Outubro de 2011.

Daniel Rocha

A zona euro registou, em Outubro, um excedente de 10,2 mil milhões de euros no comércio de bens com o resto do mundo, contra um défice de 700 milhões de euros registados no mesmo mês de 2011.

De acordo com a estimativa divulgada hoje pelo Eurostat (o gabinete de estatísticas da União Europeia), de Setembro para Outubro deste ano, as exportações da zona euro, corrigidas de variações sazonais, diminuíram 1,4%, enquanto as importações cresceram 0,6%.

As estimativas para o comércio de bens extra-UE dos 27 Estados-membros para o mês de Outubro deste ano apontam para um défice de 9,4 mil milhões de euros, contra um défice de 11,3 mil milhões de euros no mesmo mês de 2011.

Na UE, as exportações registaram uma queda de 1,7% em Outubro deste ano, em comparação com o mês anterior, enquanto as importações cresceram 0,3%.

Excedentes fortes na Alemanha, Países Baixos e Irlanda
Entre Janeiro e Setembro deste ano, a Alemanha, os Países Baixos e a Irlanda foram os Estados-membros que registaram os maiores excedentes na balança comercial: 142,1 mil milhões de euros, 36,2 mil milhões de euros e 32,4 mil milhões de euros, respectivamente.

Já o Reino Unido (121,9 mil milhões de euros), a França (62,5 mil milhões de euros), a Espanha (27,3 mil milhões de euros) e a Grécia (11,4 mil milhões de euros) foram os países com maiores défices.

Portugal registou um défice de 8,1 mil milhões de euros no conjunto dos nove primeiros meses do ano, um valor que compara com um défice de 12,4 mil milhões de euros no mesmo período de 2011.

O Eurostat adianta ainda que, entre Janeiro e Setembro deste ano, as exportações da UE aumentaram para a maioria dos seus principais parceiros, em comparação com o mesmo período de 2011, à excepção das vendas para a Índia (queda de 5%) e para a Suíça (descida de 1%).

Os maiores aumentos foram registados nas exportações para a Coreia do Sul (16%), a Rússia, o Japão (15% em ambos), bem como para os Estados Unidos e Brasil (13% em ambos).

No que respeita às importações da UE a 27, os maiores crescimentos foram observados nos bens provenientes da Suíça (13%), dos Estados Unidos (9%) e da Noruega (8%), enquanto as maiores quedas foram registadas nos produtos vindos da Índia (-9%) e do Japão (-7%).

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