O ministro das Finanças afirmou esta quarta-feira que o Estado Social europeu tem de ser sustentável, adiantando que os custos associados a estas funções são os responsáveis pelo “impacto orçamental da crise global”.
Vítor Gaspar falava esta quarta-feira numa conferência no Ministério das Finanças alemão, em Berlim. Citado pela Lusa, o ministro das Finanças alertou no início da sua intervenção que se o ajustamento do Estado Social for adiado e a população continuar a viver durante mais tempo haverá “uma grande acumulação de dívida pública, que pesa no crescimento económico”.
Para Vítor Gaspar, caso não exista esta reestruturação, “a política que caracteriza a Europa hoje poderá não durar”. Vítor Gaspar afirmou ainda que os novos moldes do Estado Social devem “assegurar as [suas] funções fundamentais” e devem passar por torná-lo “mais eficaz e mais eficiente”, escreve a Lusa.
As declarações do ministro das Finanças orientaram-se em seguida para o “facto” - “não passível de debate” - de as medidas do Pacto de Estabilidade e Crescimento, no qual, frisou, esteve envolvido, terem sido incapazes de conter a dívida pública dos países da Zona Euro.
Vítor Gaspar tem encontro marcado para esta quarta-feira com o ministro das Finanças alemão, Wolfgang Shäuble. A reunião deve ter lugar depois do fim da conferência “Reformular as Instituições Fiscais na Europa”, organizada pelo Max Planck Institute.

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