Via Verde para o Proder pode chegar aos 600 milhões de euros

Para já, já foi assinado um protocolo com a Caixa de Crédito Agrícola para uma linha de crédito de 150 milhões de euros e o Governo está a negociar com outros bancos.

Têm sido recebidas 240 candidaturas ao Proder por mês Adriano Miranda

O secretário de Estado da Agricultura afirmou esta sexta-feira, em Castelo Branco, que as linhas de crédito disponibilizadas aos jovens agricultores, a que foi chamado Via Verde para o Programa de Desenvolvimento Rural (Proder), podem chegar aos 600 milhões de euros.

 

José Diogo de Albuquerque explicou que "tudo o que servir para operacionalizar e regular os apoios será bem-vindo, para potenciar o desenvolvimento agrícola, um sector fundamental para ajudar a estabilizar a economia nacional" e que "em 2011 cresceu 2,8 por cento".

O secretário de Estado lembrou que o Governo reconhece a importância de os mais jovens terem acesso ao crédito e que já firmou um protocolo com a Caixa de Crédito Agrícola para uma linha de crédito de 150 milhões de euros.

"Para já, avançou este protocolo, mas estamos a negociar com outros bancos e este apoio pode até quadruplicar, chegando aos 600 milhões de euros", disse o governante.

Outra das medidas do Ministério da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território, para o ano de 2012, foi facilitar o acesso à terra, com a criação da Bolsa de Terras.

"No âmbito do Proder, temos recebido 240 candidaturas por mês. Tal como aconteceu aqui", onde foram apresentadas 115 candidaturas para seis parcelas.

José Diogo Albuquerque esteve em Castelo Branco, na Direcção Regional de Agricultura e Pescas do Centro (DRAPC), para presidir à assinatura de seis contratos de arrendamento rural, referentes a parcelas de terreno situadas no Monte do Rochão, Idanha-a-Nova, que vão ser exploradas por jovens agricultores, num total de 300 hectares.

A assinatura destes contratos ocorre no âmbito da disponibilização de terras pertencentes ao Estado e que não estejam a ser utilizadas, desde que sejam para usar no desenvolvimento de projectos do sector agrícola.

O secretário de Estado frisou que "a agricultura está em contraciclo e a assumir-se, cada vez mais, como um dos pilares fundamentais do desenvolvimento económico do país".

Com a cedência de terrenos aos jovens, pretende-se, nomeadamente, promover o aumento da produção nacional no sector agrícola e combater o abandono de terras, criar melhores condições para o início de actividade de novos agricultores, nomeadamente dos mais jovens, e criar condições para o aparecimento de novas empresas ou explorações agrícolas sustentáveis.

O secretário de Estado alertou para a importância destes jovens trabalharem em conjunto, com associações de produtores, "como acontece na maioria dos países da Europa, onde estas organizações são responsáveis por 90 por cento da produção agrícola desses países".

 

 

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