As vendas da Jerónimo Martins cresceram 10,5% em 2012, passando de 9838 para 10.876 milhões de euros, de acordo com dados divulgados nesta quinta-feira pela empresa. O maior crescimento foi protagonizado pela Biedronka, cardeia que o grupo detém na Polónia.
A rede de hipermercados instalada no mercado polaco chegou ao final do ano com uma facturação de 6731 milhões de euros, o que significou uma subida de 16,3% face a 2011. A Biedronka, que conta actualmente com 2125 lojas no país, já pesa 62% na facturação global da Jerónimo Martins.
“O ambicioso plano de expansão, que se traduziu na abertura de 263 novas lojas e num aumento de 16,3% da área de venda” são os motivos apontados pelo grupo para o desempenho positivo deste negócio.
Já a cadeia Pingo Doce registou um acréscimo de 3,1% nas receitas, passando de 3245 para 3345 milhões de euros. No entanto, a comparação like for like, que faz a comparação homóloga da facturação com base no mesmo número de lojas, mostra que os resultados foram negativos neste segmento.
O ano terminou com uma queda de 0,6%, depois de no último trimestre de 2012 a descida ter chegado a 2,6%. A Jerónimo Martins escreve, em comunicado, que “em Portugal o ambiente deteriorou-se mais rapidamente do que inicialmente esperado”, acrescentando que, “a par de uma clara tendência de transferência do consumo para produtos mais baratos, a sensibilidade dos consumidores ao preço reforçou-se”.
No negócio grossista, onde o grupo opera com a marca Recheio, registou-se uma quebra de 0,2%. A comparação like for like revela um recuo mais substancial, de 2,9%, “reflectindo um efeito negativo de calendário e a deterioração do mercado, particularmente no canal Horeca [hotéis, restaurantes e cafés]”, refere o grupo.

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