Vendas da Galp na refinação e distribuição caíram 9,2%

A produção aumentou, mas as vendas de combustíveis diminuíram. Por dia, foram processados, em média, 23,5 mil barris de petróleo no primeiro trimestre.

O abastecimento nos postos dos hipermercados está a ganhar terreno em relação às marcas Paulo Pimenta

A produção de petróleo da Galp Energia abrandou nos três primeiros meses do ano, na mesma altura em que as vendas a clientes na área da refinação e distribuição tiveram uma queda de 9,2% em relação ao primeiro trimestre de 2012, de acordo com os resultados preliminares da petrolífera portuguesa divulgados nesta segunda-feira.

Por dia, foram processados em média 23,5 mil barris de petróleo entre Janeiro e Março, mais 4,3% do que no mesmo período do ano passado e 0,6% em relação ao último trimestre de 2012. O ritmo de produção bruta abrandou, se compararmos a evolução com o crescimento nos últimos três meses do ano (um aumento de 8,5% em relação ao período homólogo).

O crude processado no segmento de refinação e distribuição totalizou 21,5 milhões de barris, mais 6,3% do que no primeiro trimestre do ano passado e mais 14,6% do que nos últimos três meses de 2012.

Já as vendas a clientes directos, onde a Galp inclui os dados da empresa relativos a África, caíram 9,2% face ao primeiro trimestre de 2012 e 2,2% em relação aos três meses anteriores.

O recuo acontece numa altura em que, em Portugal, os condutores estão a reduzir no abastecimento de combustível e a optar pelos postos das grandes superfícies onde a venda de combustíveis já representa 25% do total, segundo dados da Autoridade da Concorrência (AdC) da semana passada.

No primeiro trimestre, segundo refere a Galp, o preço médio do Brent caiu 5,1% em relação a igual período do ano passado, mas aumentou 2,3% face aos últimos três meses de 2012.

As exportações da Galp aumentaram 17,4% na comparação homóloga e 32,8% em relação ao último trimestre do ano passado.

Quanto às vendas de gás natural, a empresa liderada por Manuel Ferreira de Oliveira registou igualmente uma queda (de 0,2%) em relação aos primeiros três meses do ano passado, mas um aumento (de 10,5%) face a Outubro-Dezembro.

Os resultados definitivos apurados até final de Março serão divulgados a 29 de Março.

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