O tráfego nos aeroportos geridos pela ANA, empresa pública que o Governo venderá formalmente aos franceses da Vinci este mês, aumentou 1,9% em 2012, o que significou um acréscimo de 539 mil passageiros, em termos absolutos, para um total de 28,2 milhões.
A subida foi suportada pelo desempenho do Aeroporto da Portela, em Lisboa, que viu o número de passageiros subir 3,5%, para um total de 15,3 milhões. Esta infra-estrutura representou, por isso, 54% do tráfego global dos oito aeroportos geridos pela ANA.
Já os aeroportos de Beja e dos Açores registaram uma tendência inversa, com quebras homólogas entre 13,9% e 5,9%. Beja é a infra-estrutura que menos passageiros movimenta e, em 2012, esse estatuto saiu ainda mais reforçado, ao passar de 2237 passageiros para apenas 1925 no espaço de um ano. Já os aeroportos do arquipélago receberam menos 75 mil pessoas, face ao patamar de 1,3 milhões verificado em 2011.
Nos aeroportos de Faro e do Porto, houve crescimentos residuais. No Algarve, a ANA registou uma subida de 1%, para 5,7 milhões de passageiros. E o Aeroporto Francisco Sá Carneiro protagonizou um acréscimo de 0,8%, para 6,1 milhões, mantendo-se como a segunda infra-estrutura mais importante no universo da ANA.
A gestora aeroportuária, pela qual a Vinci vai pagar 3080 milhões de euros (dos quais 1200 pela concessão dos aeroportos nacionais, incluindo também os da Madeira), refere num comunicado enviado nesta quinta-feira que os mercados que mais se destacaram foram França, Alemanha, Suíça e Holanda, com um crescimento conjunto de 714 mil passageiros.
De entre as companhias de aviação que operam nos aeroportos porrtugueses, a TAP mantém a liderança, representando 38,9% dos passageiros movimentados. O conjunto da TAP e das low cost Ryanair e Easyjet pesa 65,5% no total do tráfego da ANA.

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