Trabalhadores dos impostos convocam três dias de greve para Dezembro

Paralisação marcada para os dias 19, 20 e 23 de Dezembro.

Os trabalhadores dos impostos anunciaram esta quarta-feira a convocação de uma greve, com a duração de três dias – 19, 20 e 23 de Dezembro – para protestar, entre outras reivindicações, contra cortes salariais.

Paulo Ralha, presidente do Sindicato dos Trabalhadores dos Impostos (STI), explicou ao PÚBLICO que entre as reivindicações está “o fim do regime de exclusividade, que não é remunerado como tal, mas que impede os trabalhadores de ter outras ocupações que compensem os cortes de salários sofridos e que estão a gerar situações complicadas”.

Numa nota de imprensa divulgada pelo sindicato é referido que o Fundo Social de Emergência que o STI criou para acudir a situações de dificuldades financeiras sentidas pelos seus sócios “tem tido uma procura na ordem das centenas de pedidos”.

O sindicato reclama a iniciação de negociações de carreiras no âmbito de fusão de três direcções-gerais, que criaram situações díspares em termos remuneratórios.

Na base da greve está ainda a reivindicação de retoma do processo de avaliação permanente, considerado “um instrumento de excelência para a qualificação dos trabalhadores e como alavanca essencial para o aumento de produtividade na administração tributária”.

Os trabalhadores dos impostos exigem a "integração dos suplementos no vencimento” e querem conhecer e negociar, “em conjunto com o Governo e Associação Nacional de Municípios Portugueses, o mapa dos Serviços de Finanças a encerrar no âmbito do PREMAC e ver assegurados os direitos dos trabalhadores, em termos de ajudas de custo, no caso de estes serem deslocalizados do seu posto de trabalho."

O sindicato quer ainda impedir “que o Governo queira estender para 2014 o complemento extraordinário de olidariedade" e considera que "não é socialmente admissível aplicar um corte retroactivo, de 10%, a todas as pensões remuneradas acima dos 600 euros podendo levar, nalguns casos, a uma duplicidade na aplicação destes cortes”.
 
 
 

Comentários

Os comentários a este artigo estão fechados. Saiba porquê.

Nos Blogues