Os trabalhadores da ANA exigiram nesta quarta-feira ao Governo a aplicação das regras salariais do sector privado, já a partir de Janeiro, embora a formalização de entrega da concessão ao grupo Vinci só se concretize em Abril.
A comissão de trabalhadores da empresa que gere os aeroportos nacionais lembra, num comunicado, que a ANA “é uma empresa de direito privado desde 1998”, apesar de terem sido aplicados aos seus funcionários “todos os constrangimentos remuneratórios, reduções salariais, congelamento de progressões na carreira” da função pública por estar englobada no Sector Empresarial do Estado.
Pedem agora a reposição dos cortes efectuados ao abrigo de “função pública” e a aplicação do regime do “sector privado”, após o Governo anunciar, a 27 de Dezembro, que os franceses do grupo Vinci, ganharam a corrida à privatização da empresa concessionária dos aeroportos portugueses.
Os trabalhadores pedem, por isso, ao Governo que dê instruções à administração da empresa para regularizar os salários a partir deste mês, embora a formalização de entrega da concessão só seja esperada para Abril, para não ficarem novamente prejudicados por “questões burocráticas de ‘assinatura de papéis’”.
Os franceses da Vinci vão pagar 3.080 milhões de euros pela aquisição de 95% do capital da ANA - Aeroportos de Portugal, tendo um prazo de nove meses para realizar o pagamento, após uma prestação inicial de 100 milhões de euros.

Comentar