Taxa implícita dos contratos de crédito à habitação fixou novo mínimo, em 1,701%

Descida da taxa Euribor explica queda das taxas implicita no conjunto dos contratos de crédito à habitação

Prestação dos empréstimos à habitação continua a cair. Paulo Ricca

A taxa de juro implícita no conjunto dos contratos de crédito à habitação bateu um novo mínimo em Novembro, fixando-se em 1,701%, revelam dados do Instituto Nacional de Estatísticas (INE).

Em resultado da queda das taxas Euribor, a que estão indexados a maioria dos contratos de crédito à habitação,  a taxa de juro do conjunto dos contratos de crédito à habitação recuou 0,128 pontos percentuais face a Outubro, o que correspondeu a um novo mínimo da série, que o INE  iniciou em 2009

A taxa global está agora , a 0,109 pontos percentuais abaixo do último mínimo registado em Junho de 2010. A segunda tendência de queda foi incida há um ano, em Dezembro de 2011, e a queda acumulada é de 1,013 pontos percentuais.

A prestação média vencida para o total dos contratos em vigor mantém a tendência de descida, ficando em 268 euros, ou seja, menos quatro euros face a Outubro.

Já o  valor médio da prestação, para o conjunto dos contratos de crédito à habitação celebrados nos últimos três meses, diminuiu nove euros em relação ao mês anterior, fixando-se nos 340 euros.  

Nos contratos celebrados nos últimos três meses, a taxa de juro implícita foi 3,532% em Novembro, diminuindo 0,097 pontos percentuais face a Outubro. A diferença face à taxa global explica-se pelo facto de, nos contratos recentes, os bancos estarem a praticar margens comerciais muito mais elevadas.

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