A taxa de juro implícita no conjunto dos contratos de crédito à habitação quebrou a barreira dos 2%, fixando-se em 1,938%, o que representa uma diminuição de 0,092 pontos percentuais face a Agosto. A taxa de juro implícita aproxima-se do valor mais baixo da série, observada em Junho de 2010, em 1,810%.
Os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) hoje disponibilizados revelam que a diminuição acumulada desde Dezembro de 2011, mês da última inflexão da série, foi de 0,776 pontos percentuais. Esta redução é explicada pela queda das taxas Euribor desde o final do ano passado, que vai sendo reflectida nos contratos à medida que ocorre a revisão periódica das taxas.
Nos contratos celebrados nos últimos três meses, e por força da aplicação de spreads (ou margens comerciais) mais altos, a taxa implícita fixou-se em Setembro em 3,698%, menos 0,058 pontos percentuais que em Agosto. Contudo, aquela taxa situou-se ainda 1,700 pontos percentuais acima da taxa mínima da série observada em Maio de 2010.
A prestação média vencida no conjunto dos contratos fixou-se nos 274 euros, menos três euros que no mês anterior. Para os contratos de crédito à habitação celebrados nos últimos três meses, o valor médio da prestação foi de 354 euros, mais nove euros do que em Agosto.
O valor do capital médio em dívida atingiu, em Setembro, de 59.095 euros, ligeiramente menos que no mês anterior.
Já nos contratos celebrados nos últimos três meses, o valor médio do capital em dívida com destino de financiamento aquisição de habitação foi 79.833 euros (79.931 euros em Agosto), ligeiramente mais que no mês anterior.

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