O ministro da Economia afirmou nesta terça-feira em Almeirim que uma delegação do grupo Sumol/Compal se vai deslocar à Argélia com o objectivo de reforçar a sua presença no país, à semelhança de outras empresas.
"Ficou marcada para a terceira semana de Abril a presença da Sumol/Compal na Argélia para tentar reforçar a sua presença. O Ministério da Indústria argelino já manifestou todo o interesse em ajudar a empresa a reforçar a sua presença no país", afirmou Álvaro Santos Pereira, no fim de uma visita à empresa.
O governante português foi acompanhado por uma comitiva de empresários argelinos, liderada pelo ministro da Indústria, Chérif Rahmani, com quem assinou da parte da manhã, em Lisboa, uma série de protocolos de cooperação económica entre os dois países.
A intenção dos dois governos, segundo o ministro português, "é conseguir concretizar projectos concretos", como foi feito "há umas semanas no sector da construção de habitação", acrescentando que, nos próximos tempos, os projectos com a Argélia "podem somar até 4 mil milhões de euros".
No caso da Sumol/Compal, Álvaro Santos Pereira explicou que o grupo está a tentar reforçar a sua importância no país africano, enquanto outras empresas tentam aceder ao mercado argelino.
"Esta visita e a visita à tarde [à empresa Incompol] são de empresas que ou já estão presentes ou estão prestes a entrar no mercado argelino. A Sumol/Compal é líder de mercado, está neste momento a entrar e o ministro veio cá para ver a qualidade dos produtos nacionais, e ficou impressionado", destacou o ministro da Economia, esperançado que a cooperação seja alargada a outras áreas e sectores de negócios.
Quanto aos valores concretos que possam vir a estar envolvidos, "tudo depende dos negócios que depois vão ser gerados. Estamos, neste momento, a estabelecer, através da parte institucional e das empresas, uma identificação das áreas onde existem interesse argelino e português, para podermos cooperar. Iremos anunciar algumas dessas parcerias e projectos em breve", disse Álvaro Santos Pereira.
O ministro da Indústria da Argélia está em Lisboa com cerca de 50 empresas argelinas que se reuniram, de manhã, num Fórum Empresarial Portugal-Argélia. Depois da visita à empresa Sumol/Compal, os dois governantes visitaram a empresa Incompol - Indústria de Componentes, em Benavente.
Argélia interessada nas privatizações
De manhã, o ministro da Indústria argelino, Chérif Rahmani, afirmou que a Argélia está interessada no programa de privatizações do Governo português. "Portugal tem um grande programa de privatizações e a Argélia segue com grande interesse as oportunidades que estão abertas no sector público", afirmou o ministro argelino, acrescentando que o sector público "dos serviços, financeiros e outros sectores, como o industrial e tecnológico, são extremamente interessantes para a Argélia".
Chérif Rahmani adiantou estar convencido que "as parcerias não são de sentido único e que devem ser reversíveis para criar uma corrente contínua das duas economias", até porque a Argélia "não é unicamente fornecedor de energia, pelo que estamos interessados em parcerias com um grande país".
O ministro argelino da Indústria alertou também que as soluções da crise para Portugal "não estão sempre a norte mas também a sul, não só pelas razões económicas, mas também por razões de segurança regional".
Álvaro Santos Pereira disse na mesma conferência de imprensa que, com a assinatura dos protocolos com a Argélia, Portugal está "a dar mais um passo importante para reforçar a cooperação entre os dois países. Um passo que está a ser feito no âmbito da indústria e na área da cooperação quer ao nível das TIC [empresas tecnológicas], quer ao nível da energia, da metalomecânica, dos têxteis e do calçado".
A intenção dos dois governos, segundo o ministro português, "é conseguir concretizar projectos concretos", como foi feito "há umas semanas no sector da construção de habitação", acrescentando que, nos próximos tempos, os projectos com a Argélia "podem somar até 4 mil milhões de euros".

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