Solução para pagar subsídios em duodécimos no privado é um “desastre”, diz a CIP

Confederação que representa os patrões prevê uma “verdadeira calamidade” por haver situações diferenciadas no pagamento de subsídios em duodécimos no sector privado.

Paulo Pimenta

O representante da Confederação Empresarial de Portugal - CIP, Gregório Novo, classificou nesta quinta-feira de “verdadeiro desastre” a possibilidade de os trabalhadores do sector privado poderem optar pelo pagamento de metade dos subsídios de férias e de Natal em duodécimos, em 2013.

“Achamos que a solução encontrada foi um verdadeiro desastre. Achamos que as empresas já tinham muitíssimos problemas com o facto de terem de fazer processamentos (...), sendo uma solução uniforme para todos os trabalhadores e já era um problema dificilmente gerível para elas, agora, com situações diferenciadas, vai ser uma verdadeira calamidade”, afirmou Gregório Novo aos jornalistas.

Após uma reunião com os grupos parlamentares do PSD e do CDS-PP, no Parlamento, o representante dos patrões reforçou que “é um verdadeiro pânico com a situação a que aqui se chegou”.

Gregório Novo comentava a decisão aprovada pela maioria na quarta-feira na comissão do Trabalho e Segurança Social, segundo a qual os trabalhadores do sector privado têm cinco dias após a entrada em vigor da nova lei para decidirem se pretendem receber metade dos subsídios de férias e de Natal em duodécimos.

Esta foi uma das propostas apresentadas pelo Partido Socialista na comissão que discutiu e votou na especialidade a proposta do Governo que prevê o pagamento em duodécimos de 50% dos subsídios de férias e de Natal, no sector privado, durante o ano de 2013.

O Parlamento aprovou a 27 de Dezembro, por larga maioria, a proposta do Governo que visa o pagamento em duodécimos de metade dos subsídios de férias e de Natal no sector privado em 2013.

Para a próxima sexta-feira, está agendada a votação final global, na qual o PS votará favoravelmente e BE e PCP votarão contra.
 

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