Só com a supervisão comum não se constrói uma união bancária europeia, diz Jorge Tomé

O presidente do Banif avisa que falta o acordo para implementar os sistemas partilhados de resolução bancária e de garantia de depósitos.

Presidente do Banif pede uma verdadeira União Bancária Catarina Oliveira Alves

O banqueiro diz que o caminho de construção da União Bancária está a dar os primeiros passos, decisivos, mas que é um caminho longo.

 

“Uma vez que o processo de construção de uma verdadeira União Bancária é essencial para resolver a crise financeira em que a Zona Euro está envolvida, a supervisão bancária comum é um passo importante nessa construção”, defendeu Jorge Tomé, presidente do Banif, uma das instituições que poderá ficar sob a alçada directa da supervisão do BCE, em Março de 2014, pois vai levantar fundos públicos para se capitalizar.

Para além das instituições sistémicas, como são os casos da CGD, do BCP, do BES, do BPI e do Santander Totta, o BCE vai vigiar directamente todos os bancos europeus com problemas ou que beneficiem de apoio estatais, independentemente da sua dimensão. 

Jorge Tomé lembrou ainda que “o caminho de construção da União Bancária é longo e ainda está a dar os primeiros passos, mas estes são decisivos para quebrar a relação entre os Estados soberanos enquanto emitentes e os respectivos sistemas financeiros”.

Por isso diz que é de esperar “que a fragmentação que actualmente existe entre os vários sistemas financeiros dentro da Zona euro diminua, facilitando a capacidade de financiamento dos bancos nacionais e, por consequência, também das empresas e do tecido produtivo.” 

O banqueiro do Banif  defende que a União Bancária “tem implícitos três mecanismos que têm que funcionar em paralelo: um supervisor único e um livro de regras comum; um sistema de resolução bancária comum; um sistema de garantia de depósitos à escala da Zona Euro”. E conclui que sem “os três mecanismos implementados, a União bancária será sempre incompleta”.

 

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