A greve dos trabalhadores do Contact Center da EDP, em Seia, reivindicando aumentos salariais, está a ter uma adesão superior a 50%, afirmou à agência Lusa António Coelho, dirigente do SITE - Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Transformadoras, Energia e Actividades do Ambiente.
“Nos vários turnos realizados até ao momento estão à volta de 230 a 240 trabalhadores em greve”, disse António Coelho.
O sindicalista indicou que a paralisação dos operários do centro de atendimento telefónico da EDP, em Seia, iniciada às 0h de hoje, irá manter-se até às 24h.
António Coelho lembrou que os trabalhadores da empresa Reditus que prestam serviço no Contact Center da EDP reivindicam aumentos salariais, a defesa dos seus direitos, e a reposição do pagamento das horas extraordinárias e gozo dos descansos compensatórios.
Os trabalhadores aprovaram uma resolução onde reivindicam aumentos salariais de um euro por dia, o equivalente a 30 euros por mês. “Apesar de trabalharem para uma empresa extremamente lucrativa, a EDP, estes trabalhadores ganham apenas o salário mínimo nacional”, denuncia o SITE.
“Esta greve está a ser concretizada porque a administração da Reditus quer impor, por acto de gestão, apenas dez euros por mês de aumento salarial, quando estes trabalhadores já não têm aumento no salário há mais de três anos e sofrem também as medidas de austeridade impostas pela troika e pelo Governo”, acrescenta.
O documento também refere que, este ano, os trabalhadores “vão ter que trabalhar mais de sete dias gratuitamente, por força do corte da majoração dos três dias de férias e dos quatro feriados, sendo o primeiro feriado a cortar no dia 30 Maio”.
Os operários reclamam ainda “a reposição dos feriados e o aumento do salário mínimo nacional para 515 euros mês, conforme reivindicação da CGTP-IN” e “declaram a sua disponibilidade” para continuarem a lutar pelos seus direitos.

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