O grupo Santander anunciou esta segunda-feira a absorção da totalidade do Banesto, o que levará ao encerramento de 700 balcões e a despedimentos de funcionários na casa-mãe Santander, que passa agora a deter a totalidade de três bancos espanhóis.
Apesar de o Santander deter já cerca de 90% do Banesto, este último operava ainda com uma estrutura independente de cerca de 8000 trabalhadores e de 1698 balcões, segundo avança o El País.
A administração do grupo Santander decidiu ainda a absorção do Banif espanhol, do qual detinha já a totalidade do tecido accionista. Assim, de acordo com o comunicado citado pelo El País, a casa-mãe Santander espera uma poupança de 520 milhões de euros com o fim das marcas Banesto e Banif Espanha e com o agrupamento das três instituições sob o mesmo serviço central.
A decisão desta segunda-feira surge enquadrada no que o grupo Santander afirma ser a reestruturação do sistema financeiro espanhol. Alfredo Sáenz, presidente do Banesto à data da compra de cerca de 90% do banco pelo Santander, em 1994, e agora conselheiro do grupo, encara com naturalidade a operação. “Está dentro do previsível tendo em conta a situação em Espanha”, afirmou ao jornal espanhol Cinco Días, referindo-se às perspectivas de contracção do mercado financeiro espanhol.
O grupo Santander, liderado por Emílio Botín, admite uma “diminuição do número de funcionários”, como resultado da “optimização da rede”, ou seja, da realocação das unidades do grupo Santander em Espanha e no estrangeiro. O encerramento dos 700 balcões vai acontecer na casa-mãe, o que significa que qualquer uma das três instituições financeiras pode ser afectada.
Apesar dos cortes nas sucursais do grupo, o Santander anunciou que a sua participação em termos de números de balcões em Espanha vai aumentar, em contraciclo com a tendência para o encerramento de unidades no país. O Santander afirma que a sua quota de mercado em Espanha vai crescer dos 10% registados em 2008 para 13% em 2015.
Há cerca de um mês, afirma o Financial Times, a administração do Banesto anunciara que estava a ser estudada a venda das dependências ao Santander. No entanto, o maior banco espanhol afirmara então que via benefícios na manutenção do Banesto como banco independente.
No terceiro trimestre de 2012, o Banesto registou uma quebra de 83% dos lucros, pressionado, a par das restantes instituições financeiras espanholas, pela exigência do Governo de reestruturar a carteira de créditos tóxicos e aumentar as provisões face ao crédito malparado.
Notícia actualizada às 14h03

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