O Santander comunicou aos sindicatos que deve avançar para o corte de cerca de 3000 postos de trabalho em Espanha como parte do processo de reestruturação do banco. Este número pode ainda subir para os 4000, segundo avança nesta sexta-feira o jornal espanhol Cinco Días.
A comissão central do Santander deve reunir-se no dia 8 de Janeiro e as discussões com os trabalhadores devem ter início dia 9 de Janeiro. Apesar de ainda não estar fechado o número de postos que vão desaparecer, o jornal Cinco Días afirma que a administração do banco já comunicou aos trabalhadores o número arredondado.
A necessidade de reestruturação do banco espanhol já havia sido anunciada quando o Santander comunicou a fusão com o Banesto e com o banco espanhol de investimentos Banif. Segundo o Cinco Días, as dispensas devem passar por propostas de reformas antecipadas e de rescisões amigáveis.
Por força da absorção das sucursais e dos serviços centrais dos três bancos, o banco anunciou então que iria encerrar cerca de 700 balcões em Espanha e reestruturar a rede de trabalhadores.
O processo de negociação com os sindicatos deve estar concluido a dia 15 de Janeiro, diz ainda o jornal espanhol, que se refere a um protocolo assinado entre os sindicatos e direcção do banco espanhol.
O Cinco Días cita também uma fonte sindical que explica que o banco pode ainda aceitar comprometer-se com o pagamento de uma prestação anual do salário dos trabalhadores que serão despedidos e que será repartida por uma extensão de quatro anos.
O grupo Santander tem mais de 31 mil empregados só em Espanha, sendo que quase um terço, 9178, trabalham no Banesto, e cerca de 17 mil na rede do Santander. De acordo com o Cinco Días, a maior parte das saídas acontecerá nos serviços centrais do Banesto, que empregam actualmente cerca de 1500 funiconários e dos quais apenas 500 devem passar para os novos serviços.

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