Rússia espera que nova liderança da OMC aumente trocas comerciais com América Latina

Roberto Azevêdo “encerra um grande potencial de desenvolvimento” das relações entre os dois blocos económicos, defendeu o vice-ministro russo da Economia.

A nomeação formal de Roberto Azevêdo será feita esta semana Valentin Flauraud/Reuters

A Rússia espera que o novo director-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), Roberto Azevêdo, possa aumentar as trocas comerciais com os países da América Latina, disse nesta segunda-feira o vice-ministro russo da Economia.

“Esperamos que, com a chegada ao cargo de director-geral de um homem activo, nosso correligionário, tenhamos a oportunidade de aceder a novas formas de desenvolver as nossas relações económicas e comerciais no âmbito global e de acordo com as regras da OMC”, disse o vice-ministro da Economia da Rússia, Alexéi Lijachiov.

Numa sessão parlamentar dedicada ao tema da cooperação da Rússia com aquela região sul-americana, Lijachiov realçou que a vitória do brasileiro Roberto Azevêdo na corrida à liderança da OMC “encerra um grande potencial de desenvolvimento” das relações entre estes dois blocos económicos.

Embaixador do Brasil na OMC, Azevêdo foi o candidato apoiado pela Rússia e por todos os membros da Comunidade de Estados Independentes na OMC, sublinhou o ministro, citado pela agência de notícias russa Interfax.

Roberto Azevêdo foi oficialmente nomeado para a direcção-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), anunciou na semana passada o presidente da troika encarregada da selecção dos candidatos, o embaixador paquistanês Shahid Bashir. “Ele esteve na liderança em todas as fases (da selecção)”, afirmou Bashir à agência de notícias AFP.

A nomeação formal de Azevêdo será feita esta semana, numa reunião plenária do conselho da organização com os 159 Estados membros da OMC.

O novo director-geral, que irá assumir um mandato de quatro anos a 1 de Setembro, vai suceder ao francês Pascal Lamy, de 65 anos. Azevêdo, de 55 anos, está directamente envolvido em assuntos económicos e comerciais há mais de 20 anos.

Entre 2005 e 2006, chefiou a delegação brasileira nas negociações da Ronda de Doha da OMC – sobre a liberalização de mercados – e é embaixador permanente do Brasil naquela organização desde 2008.

O processo de eleição para a OMC começou em Março, com nove candidatos originários do Brasil, Costa Rica, México, Nova Zelândia, Coreia do Sul, Indonésia, Gana, Quénia e Jordânia.

Em finais de Abril, a OMC comunicou que Azevêdo e o mexicano Herminio Blanco seriam os candidatos da fase final do processo de eleição.
 
 

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