Republicanos recuam no plano para evitar “precipício orçamental”

Rebelião interna leva John Boehner a desistir da votação do “plano B”. Casa Branca promete negociar “solução bipartidária”.

John Boehner diz que cabe agora a Obama trabalhar com o líder democrata no Senado Alex Wong/Getty Images/AFP

Dois dias foi quanto durou a o “plano B” do líder republicano da Câmara dos Representantes para evitar o “precipício orçamental” nos Estados Unidos. O partido rejeitou na quinta-feira à noite apoiar a proposta que John Boehner propunha colocar a votação no Congresso como alternativa às negociações com a Casa Branca, obrigando o líder republicano a recuar perante a revolta interna.

O plano, que previa uma subida dos impostos para os contribuintes com rendimentos acima de um milhão de dólares, foi abandonado depois de uma reunião de representantes republicanos, um fracasso que Boehner assumiu sem reservas, mas também sem dizer qual será o próximo passo dos republicanos.

O “plano B” parecia morto à partida, logo que a Casa Branca avisou que o vetaria caso os republicanos insistissem em levar o projecto de lei ao Congresso.

O projecto foi lançado na terça-feira pelo líder republicano como alternativa ao impasse nas negociações entre a Casa Branca e a oposição. Com o “plano B”, Boehner pretendia mostrar que, se não houvesse fumo branco entre democratas e republicanos, a votação no Congresso bastaria para evitar o agravamento imediato dos impostos e cortes na despesa em 2013 (com o fim da lei que baixa os impostos para quem tem rendimentos mais elevados).

John Boehner justificou, em comunicado, a retirada da votação com a falta de apoio interno – e a dúvida que paira neste momento é a de saber exactamente para que lado seguem as negociações quando faltam 11 dias do prazo-limite para ser evitado o “precipício orçamental”.

O speaker da Câmara dos Representantes diz caber agora a Barack Obama trabalhar com o líder democrata no Senado, Harry Reid. A Casa Branca não retira pressão sobre os republicanos, mas abre a porta a uma aproximação rapidamente. Isso mesmo afirmou em comunicado o porta-voz da Casa Branca, Jay Carney, que defendeu uma “solução bipartidária” que proteja a classe média e a economia norte-americana.

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