Os indicadores coincidentes de actividade e de consumo do Banco de Portugal continuaram em queda em Agosto, mas a um ritmo um pouco menos intenso do que nos meses mais recentes, revelou esta sexta-feira a instituição.
O indicador coincidente de consumo privado para a evolução homóloga do consumo privado está negativo pelo 22º mês consecutivo, ficando em -4,9% em Agosto. Este indicador teve o seu ponto mais baixo em Fevereiro, quando ficou em -6,3%, desde então tem estado numa trajectória de recuperação.
Mesmo assim, mantém-se abaixo do valor mínimo alcançado na sequência da segunda intervenção do FMI em Portugal, que tinha sido de -3,3 em Março de 1984. Os -6,3% de Fevereiro são a maior queda registada nesta série de dados, que remonta a Janeiro de 1978.
O indicador coincidente para a evolução homóloga da actividade económica ficou em -2,3% em Agosto (o 20ª consecutivo em terreno negativo), depois -2,5% em Julho e de um mínimo de -3,4% em Dezembro do ano passado. Em Fevereiro e Março de 1984 atingiu um mínimo de -3,1%.
Por se tratar de um indicador homólogo (que compara um mês com o mesmo mês do ano anterior), pode acontecer uma subida de valor apesar de continuar em queda face ao mês precedente.

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