O Índice de Preços do Consumidor (IPC) aumentou 1,9% em Novembro em relação ao mesmo mês de 2011, divulgou esta quarta-feira o Instituto Nacional de Estatística (INE).
A inflação registou o menor aumento desde Junho de 2010, e o primeiro que se registou abaixo dos 2% desde então, o limite de aumento da inflação que foi estabelecido pelo Banco Central Europeu como objectivo para a Zona Euro.
De acordo com o relatório do INE, a quebra no consumo do sector dos transportes foi o principal contributo para um abrandamento na escalada dos preços. Em Novembro, o sector dos transportes apresentou uma variação negativa de 1,8%, segundo o INE, que avança que, no que toca às oscilações no consumo, os “contributos das restantes classes para a variação mensal do IPC revelaram-se pouco expressivos”.
De Outubro, data em que o INE registara um aumento homólogo de 2,1% nos preços dos produtos, a variação mensal para Setembro foi de menos 0,3 pontos percentuais. Excluindo do indicador de preços do consumidor a energia e os produtos alimentares, a inflação homóloga foi de 1,2% em Novembro, superior em um ponto percentual à que foi registada em Outubro.
O INE aponta para os aumento dos preços dos produtos alimentares e restauração, energia e habitação como os principais contributos para a inflação de 1,9% em Novembro. No campo negativo, escreve o INE, houve um decréscimo nos preços no sector da saúde e no vestuário.

Comentários