Os prejuízos do banco Lloyds, dirigido pelo português António Horta-Osório, atingiram os 3,25 mil milhões de libras (3,73 mil milhões de euros) devido às provisões feitas para indemnizar clientes a quem foram indevidamente vendidos seguros.
O Lloyds confirmou hoje, na divulgação dos resultados semestrais, ter reservado 3,2 mil milhões de libras (3,68 mil milhões de euros) para compensar clientes insatisfeitos com os Seguros de Protecção aos Pagamentos (PPI na sigla inglesa).
A administração de Horta-Osório foi das primeiras dos principais bancos britânicos a abandonar uma batalha judicial contra as muitas queixas a propósito dos PPI.
Estes seguros deveriam cobrir pagamentos dos cartões de créditos ou outras despesas mensais no caso de o tomador ser despedido ou ficar doente.
Porém, muitas pessoas queixaram-se de terem sido enganadas por não poderem beneficiar do seguro ou por terem assinado sem perceber que era voluntário, o que foi criticado pela entidade reguladora.
A decisão do Lloyds anulou os lucros de 1,1 mil milhões de libras (1,3 mil milhões de euros) da primeira metade de 2011, 31 por cento inferiores aos 1,6 mil milhões de libras (1,8 mil milhões de euros) do ano passado.
O banco britânico atribuiu o mau desempenho à fragilidade da economia britânica, à necessidade de reduzir o risco e aos custos com o financiamento.
Nos resultados do primeiro semestre deste ano, o Lloyds regista prejuízos de 2,3 mil milhões de libras (2,64 mil milhões de euros) atribuíveis aos accionistas, contra lucros de 596 mil milhões de libras (684 mil milhões de euros) no período homólogo de 2010.
O Lloyds é detido em 41 por cento pelo Estado britânico, que o resgatou após a fusão com o Halifax Bank of Scotland.

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