Programa para Portugal é “muito violento e difícil de cumprir”, diz António Tomás Correia

Presidente do Montepio diz que vai ter consequências "ao nível da pobreza e da exclusão" Daniel Rocha

O presidente do conselho de administração do Montepio afirmou hoje que o memorando de entendimento entre a troika (FMI, BCE e CE) e o Governo português é um programa “muito violento e difícil de cumprir”.

António Tomás Correia falava na abertura da V Conferência sobre “Crianças Desaparecidas e Exploradas Sexualmente”, que decorreu nas instalações do Montepio, em Lisboa.

Este memorando, adiantou, incorpora “de uma forma brutal” um conjunto de medidas, numa prática que “não é muito comum em Portugal”, na medida em que “diagnostica, anuncia um conjunto de medidas, quantifica-as e calendariza-as”.

Para António Tomás Correia, este programa – que classificou de “muito violento e difícil de cumprir” – vai ter consequências “ao nível da pobreza e da exclusão”.

“Temos 20 por cento dos portugueses a viverem no limiar da pobreza, seriam 42 por cento sem as ajudas do Estado, e esta percentagem vai crescer neste quadro de dificuldades em que nos encontramos”, disse.

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