Os dados são provisórios mas confirmam todas as estimativas feitas pelos produtores e indústria. Depois de cinco anos de subidas consecutivas, a produção de azeitona caiu 25% na última campanha, para 383 mil toneladas.
De acordo com as previsões agrícolas do INE, divulgadas esta quarta-feira, em 2011 os lagares portugueses processaram 511 mil toneladas de azeitona para a produção de azeite, o maior valor desde 2007. Em 2012 as condições climatéricas adversas (ventos fortes e seca prolongada) ao longo de todo o ciclo de produção do olival travaram o ritmo da produção nos olivais de sequeiro.
“Nos olivais intensivos e superintensivos, maioritariamente regados, as consequências negativas do défice hídrico foram mitigadas, atenuando os decréscimos de produção de azeite que, ainda assim, deverão alcançar os 25% face à anterior campanha”, refere o INE.
As más condições climatéricas também afectaram outros países, sobretudo Espanha, o maior produtor europeu. De acordo com as estimativas do Conselho Oleícola Internacional, a produção espanhola poderá ter caído 50% esta campanha, de 1,6 milhões de toneladas para 820 mil. Entre os principais países produtores, Portugal e Espanha registam quebras, mas o mesmo não sucede com Itália, Grécia ou Tunísia, que conseguiram produzir mais azeite este ano.
Com a diminuição de produção em Espanha, esperam-se consequências no preço e na disponibilidade do produto em todo o mundo. Há um ano o preço por quilo de azeite rondava os dois euros. Agora disparou 50% para três euros o quilo.

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