António Tomás Correia, disse hoje estar optimista quanto à situação da banca em Portugal e afastou eventuais problemas ao nível dos colaterais (activos que servem como garantia).
“Não espero qualquer complicação ao nível do valor dos colaterais e das garantias dos bancos portugueses”, frisou António Tomás Correia, à margem de uma conferência sobre os Desafios da Sucessão Empresarial, organizada pela Associação Empresarial de Portugal (AEP), que decorreu hoje em Lisboa.
Os bancos necessitam destes activos que servem de garantia em empréstimos para se poderem continuar a financiar em diversas operações de mercado e, em especial, no recurso ao financiamento providenciado pelo Banco Central Europeu, cuja dependência tem vindo a aumentar no último ano.
Em Julho, o governador do Banco de Portugal considerou “indispensável” o reforço da base de colateral dos bancos, fragilizada pelos recentes downgrades, e que o recurso à emissão de dívida garantida pelo Estado é um passo neste sentido.
“As emissões garantidas pelo Estado não são senão uma forma de compensar a perda de colateral que decorre da descida do rating da República e dos bancos e não tem nada a ver com a qualquer subsídio ou qualquer fragilidade”, afirmou Carlos Costa num evento organizado pelo Diário Económico.
O governador sublinhou que é “necessário” e “indispensável que os bancos reforcem a sua base de colateral” para poderem “manter o nível de cedência de liquidez”, ou seja, o recurso a financiamento pela banca portuguesa ao Banco Central Europeu.

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