As dormidas dos portugueses caíram 7,3% entre Janeiro e Novembro de 2012, o que significou uma perda de 934 mil estadias, em termos absolutos. No total, entraram nos hotéis 5,8 milhões de hóspedes nacionais naquele período, o que significou um recuo homólogo de 6,2%.
Esta retracção na procura no mercado interno continua a penalizar a hotelaria portuguesa, que entre Janeiro e Novembro registou uma redução de 0,8% no número de clientes, para um total de 13,2 milhões, e de 2,4% nos proveitos.
Em termos absolutos, as receitas geradas pelo sector caíram 44,2 milhões de euros para 1,8 mil milhões nos primeiros nove meses do ano, revelam os dados publicados nesta segunda-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).
A queda só não foi mais acentuada porque a procura dos turistas estrangeiros continua a aumentar, embora não compense integralmente o recuo verificado no mercado doméstico. Entre Janeiro e Novembro, os hóspedes internacionais cresceram 3,8% e as suas estadias 4,9%.
Todos os principais mercados emissores apresentaram subidas, com destaque para França, com um acréscimo de 30,3% nas dormidas. O segundo maior crescimento foi protagonizado pela Irlanda (19,4%), seguindo-se o Brasil (16,2%).
Açores com maior queda do país
Nem todas as regiões do país foram afectadas da mesma forma pela retracção na procura dos turistas nacionais. Os dados do INE mostram que, em Novembro, foi nos Açores que se verificou a maior descida em termos de estadias, tanto de portugueses como de estrangeiros, na ordem dos 18,7%.
No extremo oposto ficou Lisboa, com um incremento de 14,2%, muito suportado pelos hóspedes estrangeiros provenientes de Espanha, Brasil e Alemanha.
Já em termos de proveitos, a maior queda aconteceu no Alentejo, com uma redução de 15,7%. Os Açores surgem logo a seguir, tendo assistido a uma descida de 14,7%. As excepções à perda de receitas foram as regiões do Algarve (10,5%), da Madeira (9,8%) e o Norte do país (7,9%).

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