O nível de emprego em Portugal recuou 4,1% entre o terceiro trimestre do ano passado e o terceiro trimestre deste ano, um ritmo que na União Europeia (EU) só foi superado pelo da Grécia (-8,9%) e igualado pelo da Espanha.
No conjunto da UE, o emprego também recuou no mesmo período, mas “apenas” 0,5%, um pouco menos que a queda de 0,5% registada na zona euro, segundo dados divulgados nesta sexta-feira pelo Eurostat – o serviço europeu de estatística.
Comprando o terceiro trimestre deste ano com os três meses precedentes, regista-se um recuo de 0,4% em Portugal, que é o quinto mais elevado, a seguir aos da Polónia (-2,4%) e Espanha (-0,8%), Chipre e Eslovénia (-0,6% cada). No entanto, não foram divulgados dados para a Grécia e Irlanda. Na UE e na zona euro, o recuo foi de 0,2%.
Entre os grandes países europeus, registou-se no Reino Unido uma forte subida homóloga de 1,8% do emprego (0,3% no trimestre), seguida por um aumento de 0,9% na Alemanha (0,1%) no trimestre. Em França o cenário foi de quase estagnação (-0,1% homólogos e no trimestre), tal como em Itália (0,0 homólogos e –0,1% no trimestre).
O Eurostat divulgou também a sua segunda estimativa para a inflação da zona euro em Novembro, confirmando o recuo para 2,2% (face aos 2,5% em Outubro) que divulgara no final do mês passado, quando da sua estimativa rápida. Em Portugal registou-se um recuo de 2,1% em Outubro para 1,9% em Novembro.

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