O ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Paulo Portas, defendeu nesta segunda-feira em Caracas que Portugal está a criar condições de credibilidade para se poder financiar autonomamente nos mercados e “recuperar soberania” do ponto de vista internacional.
Portas encontra-se em Caracas para uma visita de dois dias, por ocasião da oitava reunião da Comissão Mista de Acompanhamento Bilateral Portugal/Venezuela, que decorre hoje na capital venezuelana.
O ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros referiu como “muito importante para a projecção internacional de Portugal” o facto de o país se ter conseguido “financiar autonomamente nos mercados, no início deste ano a médio prazo e há menos de um mês a longo prazo”.
“Nós tivemos que pedir assistência externa porque não conseguíamos financiamento. Se conseguirmos colocar a nossa dívida, vamos conseguindo recuperar a nossa soberania. Eu acho que esse facto, do ponto de vista internacional, é o mais importante de todos”, adiantou.
Portas destacou a relação “bastante positiva e amiga” com o Governo venezuelano e defendeu a abertura de “novas alamedas” de cooperação económica entre os dois países.
A delegação ministerial portuguesa integra “mais de 40 empresários” de sectores como habitação infra-estruturas electricidade, energias alternativas, saúde e agro-alimentar, entre outros.
“Vamos constituir um conjunto de mesas temáticas entre empresas portuguesas e venezuelanas, vamos ver se podemos resolver algumas questões pendentes, se podemos avançar nalgum conjunto de contratos, abrir novas áreas de cooperação”, disse o ministro. “No plano da diplomacia económica e com a ajuda da Embaixada, quer da AICEP, em articulação muito próxima com as empresas, nós podemos abrir novas alamedas de cooperação económica e empresarial entre os dois países, ou seja mais empresas portuguesas a exportarem para a Venezuela, mais parcerias entre empresas venezuelanas e portuguesas também nos mercados regionais”.
A Comissão Mista Portugal/Venezuela esteve prevista para o início do ano, mas a morte do ex-Presidente venezuelano, Hugo Chávez, e a realização de eleições obrigaram ao adiamento do encontro.
A reunião, que tem início hoje em Caracas, será encerrada em Lisboa “dentro de umas semanas”.

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