Partidos já escolheram deputados para comissão de inquérito aos swaps

Teresa Leal Coelho, do PSD, e João Almeida, do CDS, vão ser vice-presidentes. PS preside à comissão.

PSD indicou sete deputados para membros efectivos da comissão, de entre os quais Teresa Leal Coelho Foto: Rui Gaudêncio

Os partidos já escolheram os nomes dos deputados que vão indicar para a comissão de inquérito parlamentar ao caso dos contratos swap, que toma posse na próxima terça-feira. O PS indicou para a presidência o ex-ministro Jorge Lacão. Os lugares de vice-presidente vão ser ocupados por Teresa Leal Coelho, do PSD, e João Almeida, do CDS.

A comissão, que foi proposta pela maioria PSD/CDS e aprovada por unanimidade no Parlamento a 10 de Maio, contará com 17 membros efectivos (dos quais sete serão deputados sociais-democratas).

Além de Teresa Leal Coelho, o PSD indicou ainda Adão Silva, como coordenador, Hugo Soares, Afonso Oliveira, Carlos Silva, Clara Marques Mendes e Maria José Moreno. Para suplentes foram indicados os deputados Virgílio Macedo e Elsa Cordeiro.

Já o PS, que por força das regras de rotatividade irá presidir à comissão com o ex-ministro Jorge Lacão, será representado também por Fernando Medina, que coordenará os deputados socialistas Helena André, Filipe Neto Brandão e Hortense Martins. Basílio Horta e Sónia Fertuzinhos vão ser suplentes.

Os dois deputados escolhidos pelo CDS são João Almeida, que será vice-presidente da comissão, e Hélder Amaral, tendo sido ainda indicada como suplente a ex-secretária de Estado do Turismo, Cecília Meireles.

O PCP terá igualmente direito a dois membros efectivos. Lugares que vão ser ocupados por Bruno Dias e Paulo Sá. E, por fim, o Bloco de Esquerda escolheu a deputada Ana Drago.

A presidente da Assembleia da República, Assunção Esteves, dará posse à comissão de inquérito na próxima terça-feira, dia 28. Nessa ocasião, o presidente agendará uma reunião para definir agendas e os nomes dos responsáveis que estarão presentes nas audições.

Pretende-se que o inquérito sirva para apurar as responsabilidades e consequências da celebração de contratos swap por empresas públicas, entre 2003 e 2013. A subscrição destes produtos, alguns dos quais foram considerados especulativos numa auditoria conduzida pelo IGCP, resultou na acumulação de perdas potenciais superiores a três mil milhões de euros.

Este caso provocou também a saída de dois secretários de Estado do actual Governo: Paulo Braga Lino, da Defesa, e Juvenal da Silva Peneda, adjunto do ministro da Administração Interna. Ambos estiveram envolvidos na contratualização de swaps na Metro do Porto e na STCP. Com Sofia Rodrigues

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