O Presidente norte-americano, Barack Obama, decidiu interromper as férias de Natal no Havai para voltar a Washington e retomar as negociações com os republicanos para evitar o chamado “precipício orçamental”, que entrará automaticamente em vigor no primeiro dia de 2013, se, entretanto, não houver acordo orçamental.
Em caso de impasse nas negociações entre a Casa Branca e a oposição republicana, será automaticamente aplicado em Janeiro um aumento de impostos e um corte rigoroso da despesa pública, o que, segundo o Gabinete Orçamental do Congresso e os especialistas, poderá levar o país a uma recessão.
Para o evitar, o Presidente norte-americano decidiu retomar as negociações, o que deverá acontecer na quinta-feira – a cinco dias do prazo-limite para as duas partes fecharem um acordo que evite a entrada em vigor de um conjunto de medidas que se tornam automáticas a 1 de Janeiro, se não houver consenso orçamental.
Em causa estão cortes fiscais negociados pelo ex-Presidente George W. Bush e por Obama, que expiram no próximo dia 31, e ainda o congelamento da chamada "despesa discricionária" e os fundos do Pentágono.
Obama tinha viajado na noite de sexta-feira com a família para o Havai, onde nasceu, para passar o Natal numa casa perto de Honolulu. Quando deixou Washington, os republicanos acabavam de recuar no chamado “Plano B” que tinham proposto dias antes como alternativa às negociações com a Casa Branca – em cima da mesa esteve uma proposta, depois retirada pelo líder republicano da Câmara dos Representantes, John Boehner, que previa levar a votação um plano de aumento de impostos para os contribuintes com rendimentos acima de um milhão de dólares.
Depois de John Boehner anunciar que desistia de levar a votação, no Congresso, o projecto de lei conhecido como “Plano B”, o porta-voz da Casa Branca, Jay Carney, defendeu uma “solução bipartidária” que proteja a classe média e a economia norte-americana.
Alguns sinais de aproximação entre as duas partes mostram que democratas e republicanos estão dispostos a ceder para concluírem a tempo a um acordo, nota o New York Times. Mas a diferença de posições nesta altura, acrescenta o mesmo jornal, não garante que um eventual acordo passe no Congresso.

Comentar